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EUA não têm objeção para retomar importação de carne brasileira, diz Blairo

17/07/2017 18:19

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta segunda-feira (17) que não há nenhuma objeção política dos Estados Unidos para que o país retome as importações de carne bovina brasileira. Ele, no entanto, não deu uma data exata para que o mercado seja reaberto.  Nesta segunda, Blairo se reuniu em Washington com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Purdue, para tentar reverter a decisão do governo norte-americano, que no fim do mês passado, bloqueou a entrada da carne brasileira nos Estados Unidos.  "A decisão é que temos que aguardar as posições técnicas e as análises, mas ficou um compromisso político que o mais rápido possível, assim que as coisas tiverem esclarecidas, o retorno será possível. [...] Duro dar prazo, mas acredito que em um horizonte de 30 a 60 dias", disse Blairo Maggi após o encontro.  Maior produtor de carne bovina do mundo, o Brasil passou 17 anos tentando entrar no mercado norte-americano, maior consumidor do mundo, cujo controle de qualidade é muito rigoroso.
Em setembro do ano passado, a carne bovina brasileira conseguiu o selo de aprovação do Departamento de Agricultura, mas depois de menos de dez meses, no final de junho, as exportações foram suspensas porque técnicos norte-americanos apontaram abscessos na carne.  Esses abscessos são inflamações causadas pela vacina contra a febre aftosa, aplicada na parte dianteira do boi, exatamente a que é exportada para os Estados Unidos.  A solução do Ministério da Agricultura do Brasil foi determinar que a parte dianteira do boi seja cortada em cubos, tiras ou iscas, o que facilita as inspeções. Outro passo será mudar a composição da vacina contra a aftosa.  Segundo o ministro, a equipe técnica do ministério já apresentou ao governo americano as explicações brasileiras e as soluções para os problemas encontrados na carne.  "A grande preocupação é que algumas partes chegaram com pedaços de osso. Como o Brasil é livre de febre aftosa com vacinação, isso acende um sinal amarelo porque nenhum país que é livre de febre aftosa com vacinação pode exportar peças com ossos. Esse é um ponto que temos que rever no Brasil, no nosso procedimento e é isso que estamos discutindo", disse.

Blairo Maggi disse que a conversa com o secretário norte-americano foi clara. O ministro afirmou ainda ter certeza que, após as mudanças feitas pelo Brasil, será possível retomar o mercado em breve.
"Eu tenho certeza que as mudanças que fizemos são tecnicamente aceitáveis e mudam muito o patamar que estavam antes. Eu fico animado porque sei que serão reconhecidas pelos técnicos americanos e, assim que forem reconhecidas, vamos voltar ao mercado", explicou o ministro.


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