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Observatório da Discriminação registrou 159 ocorrências em 72 horas

20/02/2012 23:54

(Secretario da Reparação de Salvador Ailton Ferreira sendo entrevistado por Marcus Augusto no Carnaval 2012)

Neste Carnaval, houve um aumento nos casos de agressão e desigualdade nos percursos carnavalescos, em relação à edição anterior, de acordo com o Observatório da Discriminação Racial, Violência contra a Mulher e LGBT. Nas primeiras 72 horas registrou 159 ocorrências. O maior número de casos está associado à discriminação racial, representando uma média de aproximadamente 65%, com 104 ocorrências.  
Em seguida, estão os casos de violência contra mulher com 33%, com registro de 59 agressões contra as mulheres, e por último, a violência contra LGBT, com 2% de ocorrências registradas. Com o slogan "Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direito", a Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), pretende identificar atos de discriminação e violência racial, de gênero e homofóbica no circuito da folia até o final do Carnaval. Na sétima edição, o Observatório atua com 100 funcionários em pontos estratégicos do circuito da festa e nos seis postos instalados em várias áreas da cidade (Cruzeiro do São Francisco - Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD); Ladeira de São Bento; Lapa; Camarote Casa dos Bailes - Casa D'Itália; Assufba e Faculdade Social da Bahia - Ondina). Foto/Reportagem: Voz da Bahia

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