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S. A. de Jesus: Delegada afirma que mulher assassinada na Jueirana estava sob medida protetiva contra o acusado

06/12/2018 16:44

Foto: Reprodução redes sociais

Nilda Pereira de Oliveira, que foi morta na madrugada desta quinta-feira (06) na Rua Juerana, bairro São Benedito em Santo Antônio de Jesus (leia essa notícia aqui), já havia denunciado o ex-companheiro, identificado como Gilvan Cerqueira dos Santos por agressão duas vezes, e estava sob medida protetiva, foi o que informou a Delega Patrícia Jaques, responsável pela Núcleo de Proteção a Mulher da 4ª COORPIN. Segundo a delegada, este é o primeiro caso de feminicidio registrado em Santo Antônio de Jesus em 2018, “Nilza já tinha um histórico de violência doméstica em relação ao seu ex-companheiro. Já havia registrado duas ocorrências policiais e em uma dessas ocorrências Gilvan foi indiciado por lesão corporal e foram requeridas as medidas protetivas de urgência. As medidas foram deferidas e Gilvan ficou proibido de manter qualquer contato com a vítima ou se aproximar dela numa distância mínima de 100 metros, mas infelizmente, segundo informações de vizinhos, a vítima continuou se relacionando com o acusado. Eles mantinham encontros, mesmo com a vítima estando com as medidas protetivas”, informou.

Denúncias e medidas protetivas: A delegada comentou sobre os últimos registros de violência doméstica realizada pela vítima, onde inclusive, seus filhos se pronunciaram sobre maus-tratos frequentes contra a mãe, “os familiares tinham levado a senhora Nilza para a zona rural para manter a mesma longe do acusado, entretanto, a vítima retornou para Santo Antônio de Jesus. Gilvan então alugou uma residência próximo casa de Nilza e continuaram mantendo o relacionamento. Na última ocorrência de violência doméstica registrada na delegacia, nós ouvimos tanto a vítima quando os seus filhos, que relataram que a situação de violência era recorrente. Nos orientamos a vítima para que ela não mantivesse mais contato com o companheiro e que nos comunicasse em qualquer situação de descumprimento da medida protetiva. Os familiares de Nilza, afirmaram que ela mantinha o relacionamento sob ameaças. Gilvan já tinha sido preso preventivamente após uma acusação de homicídio na cidade de Jiquiriçá”, disse.

Grande parte da população que vigência ocorrências como esta costuma pôr a culpa na vítima. Neste caso, há cidadãos que julgam a senhora Nilza por se relacionar com o acusado mesmo estando sob a medida protetiva. A Dr. Patrícia Jaques se pronunciou contra este tipo de atitude, levando em consideração que na maioria dos casos de violência doméstica e feminicidio, a mulher é ameaçada caso não se relacione com o acusado, “para que as pessoas não julgue as vítimas, é necessário explicar que nesses casos, não envolve apenas a relação sentimental e emocional, mas também a família onde a mesma e dependente financeiramente do homem, tem filhos e não quer ver o pai atrás das grades e muitas vezes, as mulheres estão sendo ameaçadas constantemente. Existe uma questão social, emocional e financeira que envolve esse tipo de crime. É complicado nos julgarmos essas vítimas de violência doméstica, pois cada caso é um caso”, esclareceu.

A delegada falou também sobre o vilipendio de cadáver: um crime de desrespeito aos mortos, e acima de tudo, desrespeito com a família. Após o corpo da senhora Nilza ser encontrado, diversos curiosos invadiram a cena do crime e registraram fotografias do corpo, contudo, a delegada Jaques afirmou que a ocorrência não será impune, “vilipendio de cadáver é crime! Essas pessoas serão punidas pois acima de tudo, temos que ter respeito pelo próximo, principalmente com os filhos da vítima. A população deveria pensar como se fosse um dos familiares. Vamos sim investigar sobre quem está repassando essas imagens. O crime vale tanto para quem registra quando para quem compartilha”, concluiu.

Redação: Voz da Bahia


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