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Pastor do Centro Aprisco de SAJ prega apoio mútuo entre as igrejas e desabafa: “A maioria são mais comerciantes do que pastores”

10/01/2019 18:39

Foto: Voz da Bahia 

Na live do Voz da Bahia desta quinta-feira (10), o pastor Reinaldo Barreto, coordenador do Centro de Recuperação Aprisco para dependentes químicos de Santo Antônio de Jesus esteve presente expondo seus pensamentos. O pastor na entrevista falou sobre diversos temas, entre eles um dos problemas que mais atinge a humanidade atualmente, a depressão, e a importância do homem em dedicar sua vida ao próximo e a Deus. Reinaldo ainda revelou que Centro atualmente cuida de mais de 100 pessoas e vive de doações, e está prestes a receber mais internos, “estamos com 123 pessoas e daqui pra domingo chega mais 10 pessoas. Estou esperando sair algumas pessoas para receber mais”, contou. 

Intimidade: Ao iniciar a sua fala, o coordenador ressaltou a importância das igrejas, e, intimidade principalmente com o Reino dos Céus, "o que nós temos que provocar nas pessoas hoje é a intimidade. O que as igrejas e as pessoas estão prometendo? As premissas. Premissas provocam coisas terrenas, às intimidades trazem o Reino sobre nós. Quando você tem intimidade com Deus, o reino dele vem sobre você", ressaltou. É possível perceber a preocupação do mesmo também com essa supervalorização dos bens materiais quando ele fala da relação das pessoas com a ambição, e a riqueza, “toda pessoa rica, cheia de ambição, quer mais riqueza, este é ambicioso pelas coisas da terra. Você pode ser o cara mais rico do mundo, mas se você tem amor as suas coisas materiais, você é pobre. Tem muitas pessoas que eu vejo humildes que são felizes e ricas pelo Espírito Santo de Deus que habita nelas", pontuou. 

Depressão no meio religioso: O mesmo trouxe a sua visão também a respeito da depressão. O pastor usou uma situação que vivenciou para expor sua opinião sobre a doença, e chegou a ligar a depressão a problemas espirituais, “eu tive um problema espiritual. Com quinze, dezesseis anos eu dava crises de convulsões e fiz vários tipos de exames e não dava nada. Um dia eu tive um sonho dentro de uma igreja, eu não acreditava em pastores, em ninguém, quando eu cheguei lá o pastor orou e caiu um problema espiritual. Quando eu estava em Salvador eu sentia tipo uma depressão, uma angustia dentro de mim terrível. Era ausência de Deus dentro da minha vida”, testemunhou.

Dor na alma: O pastor descreveu a depressão como uma dor na alma, e a pronta presença de Jesus é como o remédio para essa dor, “porque muitos líderes estão cometendo suicídio? Porque Judas cometeu suicídio? Por causa da dor, ele sentia uma dor muito grande na alma. E quando a gente tem uma dor na alma, remédio nenhum, nem o nome de Jesus resolve, só a presença de Jesus na sua vida, dentro da sua vida, pode tirar essa dor”, disse. Reinaldo seguiu repetindo que o nome de Jesus em si não cura dores, mas a presença Dele real, “o nome de Jesus não cura a dor na alma, porque, o depressivo não sabe por que ele estar passando por aquilo, ele só que se isolar, a maioria das pessoas é assim. O nome de Jesus tem o poder de curar, de milagres físicos que as pessoas veem, mas quem está vendo a dor que estar na tua alma? Então a gente ver muitas pessoas que fisicamente estão bem, mas estão com uma dor muito grande na alma”, explicou.  .

Equipe APRISCO: Embora seja um espaço religioso, o diretor do Centro fez questão de falar das diversidades presentes na sua equipe, ao dizer que não contam apenas com líderes religiosos no espaço, mas também com psicólogos, psiquiatras, enfermeiros e outros profissionais, “nós cremos no psicólogo, no psiquiatra, e no Aprisco tem esses profissionais, eu que trabalho como pastor na área da libertação e tem uma pessoa que trabalha com cura interior. Eu creio que Deus pode mudar as pessoas sim, mas eu creio que Ele também usa o médico. Lá também tem uma técnica em enfermagem que mora lá. Nós temos um ambulatório no Centro, e a técnica fica 24 horas lá. Quando os alunos vão para o CAPES a técnica em enfermagem vai junto", esclareceu. 

Apoio mútuo entre igrejas: O líder religioso durante a sua fala trouxe uma questão que toca na individualização que é preservada por muitas igrejas. Ele defende que haja uma ajuda mutua entre as igrejas, um trabalho recíproco onde as mais abastardas, ajudem as mais simples, “raramente uma igreja mais rica chega para uma igreja mais pobre para ajudar. Cada um puxa para a sua denominação, mas quem é Reino não olha a placa, e o que falta hoje é que a maioria dos lideres ‘não são Reinos’. A maioria dos pastores são mais comerciantes do que pastores. No dia que os pastores forem Reino, o índice de drogas vai diminuir muito na cidade. Vamos pensar assim, Deus não ver quantidade, pode ser uma igreja grande, ou uma igreja pequena. Eu acho que se tiver 100 igrejas em Santo Antônio de Jesus, Deus ver o corpo, sem denominação, a, b, c, ou d. Eu acho que as igrejas maiores, deveriam investir nas menores", sugeriu. 

Reportagem: Voz da Bahia


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