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Vereadores de SAJ, Délcio e Uberdan debatem na Rádio Recôncavo: "O senhor está nervoso"

24/05/2013 07:38

Vereadores:  Délcio (PP) x Uberdan (PT)

Os debates que giram em torno da questão do reajuste salarial dos professores da rede municipal ainda geram muito “pano para a manga”. Em nível de entendimento, tal questão se dá devido o aumento de 8% para os discentes e o retroativo referente ao mês de janeiro, e não ao mês de maio como tinha sido colocado em uma versão do projeto.  Diante disso, os professores e a APLB-Sindicato, tendo Jucilane Barreto como a presidente compareceu a algumas sessões na Câmara de Vereadores e retornam sem a votação do projeto em questão. Sobre o assunto e outros temas, os vereadores Uberdan Cardoso (PT) e Délcio Mascarenhas (PP) travaram um debate de mais de uma hora na tarde de quinta-feira (23), no programa Mesa Redonda da Rádio Recôncavo FM.

Uberdan Cardoso:

O vereador Uberdan Cardoso deu início à fala, considerando a importância desse Sindicato não estando atrelado a nenhum partido político, “como ocorre com a professora Jucilane, se ela estivesse afilhada a um algum partido não teria sido a grande líder do movimento grevista aqui em Santo Antônio de Jesus contra o governo do PT”, afirmou. O vereador defende que está sempre ao lado dos professores e critica que outros edis, os quais nunca defenderam a classe, se referindo ao vereador Délcio Mascarenhas, estão agora defendo a classe, “mas procure saber se ele tem, ao mesmo, o número do telefone da APLB?”, questionou. Além do retroativo, Uberdan defende também que é preciso se discutir a regência de classe, pois o professor ganha 15% com o estudo progressivo e foi garantido pelo prefeito Humberto Leite (PDT) que a regência será discutida após julho.

Em uma sessão na Câmara de vereadores na última segunda-feira (20), sessão esta em que seria votado o projeto de reajuste, foi encerrada sem votação por conta de alguns conflitos entre os vereadores. Uberdan elucida que o edil Marcos Muniz, conhecido Chispita (PSD), chegou á sessão atrasado e quis se inscrever. “Ele está errado, mas o problema é que outros vereadores também já chegaram à sessão atrasados e acabaram se inscrevendo. Então, se isso sempre aconteceu, Chispita achou que poderia fazer do mesmo jeito. Quando ele foi se inscrever, inclusive quando eu fui me inscrever, o livro foi para a mesa do presidente, eu fui pedir e ele não deixou mais que eu realizasse a inscrição”. Essa medida gerou uma série de conflitos na Casa e levando o presidente a encerrar a sessão. Na opinião do vereador petista, o presidente, Marcos Có (PP), poderia tomar medidas disciplinares contra o vereador Marcos Muniz, como caçar a voz ou outro tipo de medida que não necessariamente fosse terminar a sessão e marcar outra. “Nesse momento faltou mais serenidade ao presidente, pois se fosse por isso a gente brigada em quase todas as sessões”, disse.

Délcio Mascarenhas:

Em uma retrospectiva, o vereador Délcio explicou que no dia 29 de abril o prefeito enviou um projeto a Câmara, o qual estava com o texto original, dando o aumento de 8% e com o retroativo à primeiro de janeiro, porém sem a assinatura de Humberto Leite. No início do mês corrente o prefeito enviou outro projeto sem a sua assinatura novamente, com a assinatura do procurador e com a data retroativa a primeiro de maio. “Logo na primeira sessão questionamos isso e mostramos que não iríamos aprovar um projeto dessa natureza porque feria os princípios da legalidade”, argumentou. No dia seguinte, o prefeito enviou outro projeto devidamente assinado e com o retroativo a primeiro de janeiro. “Meia hora depois, chegou um novo projeto com um ofício do chefe de gabinete colocando o retroativo a primeiro de maio. Então, fomos aos meios de comunicação afirmar que não iríamos aprovar o projeto porque a classe iria ser prejudicada. Nesse momento, a APLB e alguns vereadores da câmara entendiam que estava defendendo a aprovação com o retroativo a maio”. Diante do impasse, o projeto não foi votado até que se constasse o retroativo a janeiro. Segundo o ex-presidente da Câmara, os vereadores do grupo de Humberto Leite estavam defendendo que o projeto fosse votado dessa forma.

Délcio x Uberdan:

Neste momento, Délcio alfineta o vereador Uberdan afirmando que este não possui mais a condição anterior, em que 8 vereadores da bancada do prefeito era composta na legislatura passada e 2 vereadores de oposição, Uberdan e Ailton. Na situação atual, o prefeito fez apenas 5 vereadores, o PT fez dois e grupo de Euvaldo Rosa fez 7 vereadores. Com a adesão do PT para a base do prefeito, ficou sete a sete na composição da mesa. “Não estou falando mal de Uberdan ter ido apoiar Humberto, tenho respeito por ele, mas ele sabe perfeitamente que o deputado da base de Jaques Wagner não tem a mesma legitimidade de questionar do que o deputado da base da oposição, dessa forma, quem vai para a base perde o discurso de oposição. O espaço de fazer oposição, mas uma oposição construtiva é composta por nós vereador da base de Euvaldo Rosa”. Délcio ainda argumentou que a maioria da população de Santo Antônio de Jesus votou contra Humberto Leite, uma vez que, ao somar os votos dos três candidatos a prefeitos o número de eleitores é maior do que o quantitativo votado em Humberto.

Uberdan Cardoso, em seu direito de resposta, indagou as palavras de Délcio afirmando que não acredita em nenhuma palavra que o edil falou. Uberdan esclarece que na gestão passada aprovou vários projetos do prefeito Euvaldo Rosa, considerando projetos importantes, dando autoridade de votar a favor, mesmo sendo da oposição. “Política é isso, você ganha e perde e Délcio Mascarenhas não conseguiu entender ainda que perdeu a eleição. Colocam tanta culpa em Humberto, tanto mal e vocês conseguiram ser piores do que eles porque perderam”, relatou.

Outra questão lembrada no debate diz respeito aos vereadores do grupo de Euvaldo que não compareceram para votação da presidência no dia 1º de janeiro, pois, de acordo à Lei orgânica do município, a votação deve ser feita no dia 2 de janeiro. Nesta data, apenas os vereadores da bancada de Humberto Leite estavam presentes na Casa. Dessa forma, Uberdan presidiu à sessão no dia primeiro de janeiro de 2013, afirmando que precisou presidir, pois Délcio havia “sequestrado” todos os vereadores do seu grupo. Nesse momento, o vereador Valdemar Farias, conhecido Dema do Leite (PP), que também estava presente no debate e também faz parte da bancada de Euvaldo Rosa, não ficou satisfeito com o termo utilizado pelo vereador Uberdan e pediu respeito ao edil.

Diante dos fatos, foi dito por Mascarenhas que iria perdoar o vereador Uberdan por ter presidido a sessão no dia primeiro de janeiro, a qual deu posse ao vereador Dr. Francisco, “pela experiência que o senhor tem como vereador, se achando o paladino da moralidade, o vereador Uberdan rasgou as leis da Câmara. Uberdan rebateu dizendo que não perdoaria o ex-presidente por ter “empurrado um rolo compressor” na câmara e um ano antes de terminar o primeiro mandato foi eleito para o próximo biênio. “Eu não lhe perdoo por você ter feito na calada da noite uma mudança no regimento que fez com que o critério de desempate fosse ser eleito o vereador com mais mandatos, quando isso é inaceitável”. O maior problema é que Santo Antônio de Jesus ficou a vida toda pautado no que Délcio achava”, explanou. Nesse momento, Mascarenhas contrapôs afirmando que a eleição que ocorreu naquele período foi aprovada e arregimentada pelos seus pares na Câmara, “vereador Uberdan está nervoso, me atacando em nível pessoal, tudo o que eu falo eu provo; Uberdan não é mais oposição, o senhor tem que defender o prefeito Humberto Leite, não está errado, não, tem que negociar mesmo”, garantiu Délcio.

No debate houve alguns momentos de contradição de ideias e, segundo o vereador Uberdan, é difícil se debater com o histórico do vereador Délcio Mascarenhas, pois “o edil cometeu muitas arbitrariedades”. Délcio desafiou o seu mandato se o político petista mostra um fato que desabonasse a sua conduta na Casa Legislativa. 

Redação e Fotos: Voz da Bahia - Samile Damasceno



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