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Quais as mudanças do comércio de Santo Antônio de Jesus em 10 anos?

17/10/2013 10:11

Em quase 10 anos muita coisa mudou no comércio de Santo Antônio de Jesus. Diversas lojas se estabeleceram, o centro empresarial ganhou uma amplitude ainda maior e os consumidores se tornaram mais exigentes. Em mais um trecho deste resgate “Rumo aos 10 anos” tentou descobrir o que mudou ao longo desse tempo a partir do ponto de vista de alguns empresários entrevistados ainda no início de toda essa história e, que de fato, acompanharam de perto todas as ações das Entidades Empresariais e notícias publicadas no Jornal Espaço Empresarial. Confira:

 ExperiênciaA primeira sessão de entrevistas do primeiro jornal contou a participação de um dos empresários mais empreendedores que Santo Antônio de Jesus já conheceu: Gorgônio Antônio de Oliveira. Na época, o empresário já levantava algumas questões polêmicas da cidade como a necessidade urgente de uma zona azul e a realização de feiras nos bairros. Hoje, no alto dos seus 85 anos, Gorgônio não divide mais seu tempo entre todas as empresas que possui sociedade, mas ousou em continuar reafirmando as suas posições em relação aos mesmos assuntos quando procurado novamente pela nossa reportagem.

Sempre ativo para novas ideias, o empresário ressaltou a importância da cidade se modernizar em relação à infraestrutura, aumentando o tamanho das calçadas e vias como Feira de Santana; criar estacionamentos nas entradas da cidade; melhorar o serviço público de transporte e rever os horários para carga e descarga no município: “A gente não cria, copia o que está dando certo”, disse Gorgônio. 

 Nova geraçãoEm sua quarta edição, o jornal ouviu jovens empresários, que recentemente assumiam, ou tinham aberto suas empresas na cidade: Fábio Leal, da Cofel e Daniel Nogueira, da Nogueira Papelaria. Nos primeiros relatos, ambos os empresários afirmavam a importante tarefa que tinham pela frente: enfrentar o mercado. Daniel, afirmava que enquanto recém-formado, tinha muitas expectativas do seu negócio dar certo, pois estava aplicando na prática a teoria com planos de negócio, pesquisa e muita coragem. Já Fábio, admitia que a nova jornada era um grande desafio, pois como a empresa já tinha uma história, o seu objetivo era fortalecer a marca. Será que os desafios foram cumpridos?

Questionados se podiam traçar um paralelo entre o comércio de Santo Antônio de Jesus há quase dez anos e hoje, os pontos de vista apresentados indicaram também a reposta da pergunta anterior:

“Mudou muito coisa. A gente vê que o comércio é mais organizado. A própria Associação Comercial tem dado uma contribuição muito grande para o crescimento desse comércio. A gente observa que os empresários têm participado de fato de feiras de negócios, tem corrido atrás de inovações. A parte da informática e o crescimento em relação aos controles de hoje, ao mesmo tempo em que são obrigatórios para fiscalização, também vieram facilitar os processos dentro da empresa. Tudo isso tem ajudado bastante e tem feito muito o nosso comércio se desenvolver. Tem muita coisa para melhorar, mas observando 10 anos atrás a gente vê que já melhoramos muito”, afirmou Daniel Nogueira.

“O que a gente percebe é um crescimento do comércio de Santo Antônio de forma que nem o melhor estrategista poderia pensar. Cresceu não só em pontos comerciais, como em termo de saúde, indústria e outros. Antigamente só tínhamos empresas da cidade, que eram familiares e sempre foram fixadas aqui e a credibilidade do nosso comércio acabou conseguindo atrair investidores externos. Em termos de empresa, mudamos alguns seguimentos e adicionamos novos produtos, muitas vezes pela própria necessidade do cliente. O consumidor está cada vez mais exigente. Ele cobra cada vez mais produtos de qualidade e de 10 anos pra cá, o que temos visto também é que eles têm cobrado muito o pós-venda. É aquela questão do relacionamento mais próximo com o cliente. Não desmerecendo o trabalho das lojas de fora, mas esse contato de que o cliente vem e fala com o dono é importante”, disse Fábio Leal.

 O futuro - E para os próximos 10 anos? O empresário Leonardo Coutinho de Souza, sócio da Leozinho Check-up, mesmo com apenas três meses no mercado, já faz parte do quadro de associados e tem muitas expectativas de que esse crescimento vivenciado pelos empresários mais experientes continue aflorando no comércio de Santo Antônio de Jesus. A justificativa para Leonardo de todo esse crescimento esta diretamente ligada às pessoas que fazem parte do comércio e ao empreendedorismo dos comerciantes locais. “Ninguém monta uma empresa só por montar, mas sim esperando o crescimento. A própria Associação Comercial tem favorecido esse crescimento e espero que daqui a dez anos, a gente se fale de novo com fé em Deus, para mostrar que o crescimento esperado aconteceu. Vamos crescer juntos”, finaliza Leonardo.   

 Na próxima edição do Jornal Espaço Empresarial vamos falar sobre a marca do comércio mais barato da Bahia, a sua importância para a cidade e o projeto de revitalização que está sendo elaborado pelas Entidades Empresariais. Aguardem! (Aloma Brito/ ACESAJ/CDL/SINCOMSAJ)



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