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Sou crente mas sou humano

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 21/08 12:22h
Sou crente mas sou humano

Não obstante encontrarmos na Bíblia referência a Satanás como “o pai da mentira”, a verdade é que, há muito tempo, no afã de atualizar seus método de trabalho, o inimigo chegou à conclusão de que o uso de inverdades já não se presta para o programa de expansão do seu reino, nas proporções de rapidez que ele almeja.

Na realidade, um crente, por mais ingênuo e inexperiente que seja, não se deixará levar, facilmente, por proclamações inverídicas. É verdade que o príncipe das trevas não tem medido esforços, no sentido de tirar proveito de todas as oportunidades que lhe chegam ao alcance – “os filhos do mundo são mais hábeis do que os filhos da luz” – mas é evidente que, atualmente, a tática mais em voga é a utilização de verdades em ocasiões próprias, sagazmente, por ele determinadas.

Um exemplo típico é o relacionado à tentação de Jesus, no deserto. Ardiloso que é, o adversário certamente selecionou com invulgar diligência, todos os vocábulos que empregaria no diálogo com o Mestre, não se descuidando de valorizá-lo com a inclusão de “porque escrito está”. Com esse processo, Satanás como que ingressou na era dos “poderosos mísseis”, tendo, em consequência, obtido vitórias relevantes para seu reino.

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Negativação indevida e suas consequências

Dr. Bárbara Souza Bravo   Postado por Colunista - Dr. Bárbara Souza Bravo - 01/10 18:49h
Negativação indevida e suas consequências

* Drª. Bárbara Bravo

A quantidade de ações propostas por pessoas que têm o nome negativado junto aos órgãos de proteção ao crédito de forma indevida cresce a cada dia, o que demonstra a importância da abordagem desse tema. Cabe observar que a inserção do nome do consumidor nos bancos de dados dos órgãos de proteção ao crédito (SCPC/SPC/SERASA), acarreta graves consequências não somente em seu crédito, mas em sua vida profissional, social, sem falar no abalo psicológico sofrido. Assim, estamos falando de pessoas que irão enfrentar situações complicadíssimas em seu cotidiano, e percorrerão um árduo caminho, até que sua situação cadastral seja regularizada por completo, sabendo-se que a extensão dos danos morais e materiais ocasionados, em muitos casos, será irreparável.

A nossa Constituição Federal assegura que os danos causados pela inclusão indevida no banco de dados dos serviços de proteção ao crédito sejam passíveis de reparação. No mesmo sentido, o Código de Defesa do Consumidor reafirma o direito da pessoa que é prejudicada, dispondo em seu artigo 6º, inciso VI, o seguinte:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;”

Os institutos acima conferem a possibilidade, ao consumidor agravado, de não somente ter seu nome excluído do banco de dados dos órgãos de proteção ao crédito, mas também obter a tutela jurisdicional reparatória dos danos morais e materiais ocasionados por essa inscrição indevida.

Dessa forma, é importantíssimo que as empresas utilizem os órgãos de proteção ao crédito com o máximo critério, para que o consumidor não sofra as penas de ter seu nome incluso em cadastro de inadimplentes, sem que tenha dado causa para isto. 

Dra. Bárbara Souza Bravo /Advogada barbara.bravo_amh@outlook.com

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A DOR É A MESMA

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 06/09 22:43h
A DOR É A MESMA

Ninguém gosta de perder. De perder nada. Investimos em segurança para proteger nosso patrimônio. A casa, o carro e tantos outros bens. Pagamos caro para protegê-los. Sacrificamo-nos para adquiri-los e fazemos de tudo para não perdê-los, mas mesmo assim, ninguém está livre de perdas. Perder coisas que foram conquistadas com suor e lágrimas, dói. Mas as coisas vêm e vão, mas nada dói tanto quanto a perda de uma pessoa querida. Perde-la por causa de uma enfermidade, dói. É doloroso perdê-la no acidente automobilístico, mas essa dor se agiganta quando a perda é provocada pela ação de um assassino. E essa dor alcança dimensões imensuráveis quando o autor do delito só pode ser condenado, se for, à pena máxima de três anos de reclusão.

Entretanto, para quem perde um ente querido para a bandidagem, não importa se o criminoso é de maior idade ou um adolescente, com certeza, a dor é a mesma. Partindo desse princípio, a condenação de um menor homicida à pena máxima de três anos de reclusão, isso mesmo, três anos apenas, é desproporcional ao dano causado. É mais desproporcional, ainda, se levarmos em conta que um adulto pode ser condenado a até trinta anos de cadeia, pela mesma infração.

Quando consideramos que a pena é “a sanção imposta pelo Estado através de ação penal, ao criminoso, cuja finalidade é a retribuição ao delito perpetrado e a prevenção a novos crimes” (GULHERME DE SOUZA NUCCI. Manual de Direito Penal, p. 378, 2ª ed. São Paulo), no que se refere ao aspecto retributivo da pena, a pena estipulada pelo ECA para os homicidas menores fica muito distante do exercício de sua função retributiva. Dessa forma, a pena deve ser proporcional à gravidade do delito praticado. Uma mulher que geme sua viuvez por ter perdido seu marido para a criminalidade, não faz diferença se o criminoso é maior ou menor, a dor é a mesma. A criança que sofre a orfandade por ter seu pai sido assassinado, não importa se o assassino é maior ou menor, a dor é a mesma. 

ELY LOURENÇO DA SILVA - pastor batista 

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O instituto da união estável no ordenamento jurídico brasileiro

Dr. Bárbara Souza Bravo   Postado por Colunista - Dr. Bárbara Souza Bravo - 23/05 19:30h
O instituto da união estável no ordenamento jurídico brasileiro

Considerando a evolução histórica do conceito de família e tendo em vista a constante mudança de costumes e valores da sociedade, faz-se imprescindível esclarecer, de forma sucinta, o instituto da união estável que vem sendo uma das opções mais frequentes nos relacionamentos atuais.

Observa-se que após a Constituição Federal de 1988, a família brasileira, que já vinha sofrendo grandes modificações, teve o reconhecimento da união estável como família legítima, o que conferiu oportunidade de muitos relacionamentos constituídos à margem do direito merecerem o mesmo respeito que antes somente era admitido ao casamento.

Nesse passo, o art. 226, § 3° da nossa Carta Magna dispõe que “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.

Com efeito, a legislação não estabelece qualquer formalidade para a constituição da união estável, apenas limita-se a elencar certas características ou requisitos para o seu reconhecimento, a saber: convivência pública, contínua e duradoura estabelecida com o objetivo de constituir família. Salienta-se que a interpretação destas características não deve se limitar ao formalismo exagerado, mas deve levar em conta as peculiaridades de cada caso.

Nesse diapasão, quando provada a união estável, os companheiros passam a ter quase todos os mesmos direitos e deveres inerentes ao casamento: há direito de partilha sobre os bens adquiridos na constância da união; o companheiro ou companheira que não possuir condições para sua subsistência fará jus ao recebimento de pensão alimentícia; e no caso de morte, aquele que sobreviveu entrará na linha sucessória do outro.

Por fim, a união estável, como entidade familiar reconhecida e protegida pelo ordenamento jurídico brasileiro, garante aos companheiros a proteção jurídica necessária para evitar que injustiças possam ser cometidas quando ocorrer um eventual rompimento do casal, afastando-se a possibilidade de privilégio de um companheiro em detrimento do outro.

Dra. Bárbara Souza Bravo - Advogada - OAB - 53.086

E-mail: barbarabravo.adv@outlook.com ⁠⁠⁠⁠

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Acenda uma vela

Glênio Cabral  Postado por Colunista - Glênio Cabral - 20/04 17:43h
Acenda uma vela

*( Glenio Cabral ) 

Há um ano a asma voltou. Tive essa doença na minha infância, e achei que tivesse ficado curado depois de anos de natação. Mas o fato é que doenças crônicas não se curam, apenas se administram. Pois bem, diante do retorno da danada, eu tinha duas opções: ou praguejar contra a escuridão ou acender uma vela. Optei pela segunda opção, e resolvi voltar a nadar três vezes por semana, à noite. Resolvi também fazer um tratamento à base de vacinas com um pneumologista, coisa que eu fiquei adiando por muito tempo. Assim, três vezes por semana, à noite, estou nadando na piscina de um clube da cidade, sozinho, sem uma piaba a me acompanhar. A administração do clube liga os refletores, e o nadador solitário, o combatente da asma, começa a dar as suas braçadas acendendo uma vela contra a escuridão. O resultado, é que depois de algum tempo nadando e tomando várias agulhadas da vacina, me sinto bem melhor e nunca mais tive crises de falta de ar. Até mesmo as gripes, que eram frequentes, sumiram. Fisicamente, me sinto outro. Pois é. Não se vence uma escuridão praguejando contra ela. Ela é surda. Não ouve, não se comove e não se sente ofendida com seus insultos. Uma escuridão se enfrenta acendendo uma vela. No meu caso, uma vela chamada iniciativa de fazer coisas pra melhorar a saúde. Acenda uma vela, você também. Não pragueje. Não reclame. Apenas acenda uma vela. Faça o que for possível. E lembre-se: é melhor vender lenço do que chorar.

 

Glenio Cabral é administrador de empresas e pós-graduado em Gestão de Pessoas.

Também é idealizador e colunista do site www.cafecristao.com

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A Bíblia e as minorias

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 19/03 23:49h
A Bíblia e as minorias

Na Bíblia não encontramos nenhuma referência a cuidados especiais com as minorias. Minorias como negros, homossexuais, prostitutas, e tantas outras. Aliás, depois da criação da Lei de Cotas o número de negros, que eram minorias, cresceu assustadoramente. A julgar pelo que querem alguns de seus líderes, os homossexuais já não são tão minoria assim.

Mas a Bíblia não está tão preocupada com as minorias. A Palavra de Deus desafia o cristão a revelar simpatia para com a causa da maioria. A promover o bem-estar da maioria. Essa maioria que sofre. Que é vítima da indiferença e da discriminação. Essa maioria que não tem seus direitos respeitados. Essa maioria que engrossa as filas à procura de saúde, de emprego, de pão. Com essa maioria a Bíblia se preocupa, e desafia cada cristão a ser sensível ao seu sofrimento. Refiro-me à maioria formada pelos pobres. Sejam eles brancos ou pretos, heterossexuais ou homossexuais, evangélicos ou budistas, adolescentes ou idosos, homens ou mulheres. O pobre sofre e com ele a Bíblia se preocupa. Sofre, muitas vezes, por não ter o básico para o seu sustento. Sofre, e como sofre, por não lhe ser garantido o direito à justiça. Num litigio entre um pobre e um rico, quem você acha que vai ser favorecido pela justiça? Quem? Se respondeu o rico, acertou. Antes da delegacia da mulher e do estatuto do idoso, deveríamos ter o estatuto e a delegacia do pobre.

Em nosso país 50 milhões de brasileiros vivem na pobreza; desses, 22 milhões são indigentes, isto é, nem comida têm. Dos 14 milhões de baianos, 2.400 mil vivem na miséria, é o que nos diz o censo do IBGE de 2010. Com esses a Bíblia se preocupa. “O que tapa os seus ouvidos ao clamor do pobre, também clamará e não será ouvido” (Pv. 21:13). O salmista Davi tinha plena convicção a respeito do favor divino para com aqueles que são sensíveis às carências dos pobres. “Bem-aventurado é aquele que atende ao clamor do pobre; o Senhor o livrará no dia do mal” (Salmo 41:1). Mas é o profeta Ezequiel que aponta uma das causas da destruição de Sodoma: “Eis que esta foi a maldade de Sodoma, tua irmã; soberba, fartura de pão e abundancia de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca esforçou a mão do pobre e necessitado” (Ez. 16:49).

Aos pobres a Bíblia dedica uma atenção especial, porque além das causas gerais que levam o homem ao sofrimento, o pobre sofre por ser pobre. E como sofre o pobre.

Essa deve ser a visão do cristão.

Colunista: Pr. Ely Lourenço da Silva // Pastor da Igreja Batista Betânia e Psicanalista

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O melhor de você para o mundo

Glênio Cabral  Postado por Colunista - Glênio Cabral - 13/01 10:34h
O melhor de você para o mundo

* Por Glenio Cabral

Vez por outra, você se pega pensando naquilo que você adorava fazer no passado, mas que acabou deixando de lado.

É que não dava pra viver daquilo.

Grana pouca, mercado competitivo, e o coração, apertado, reconheceu que era preciso dar um tempo e garantir a tal da sobrevivência econômica.

Mas ainda assim, vez por outra, aquilo vem ao seu coração, e você se lembra que, apesar de não lhe dar nenhum tipo de retorno financeiro, aquilo lhe dava muita alegria.

E como dava.

Então você descobre que talvez, só talvez, aquilo que você adorava fazer não servisse mesmo pra lhe dar dinheiro.

Talvez você tenha nascido com esse dom todo especial, apenas para servir às pessoas. Sem maiores pretensões mesmo.

Por isso é provável que a fama não venha. Aliás, até agora ela não veio, não foi?

Reconhecimento, tampouco.

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"Decisão judicial não se discute, contorna-se”

Dr. Osvaldo Emanuel  Postado por Colunista - Dr. Osvaldo Emanuel - 09/12 12:46h
"Decisão judicial não se discute, contorna-se”

(*) Osvaldo Emanuel A. Alves

Lembro com bastante clareza, quando dos meus primeiros passos no curso de Direito na inesquecível Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, quando aprendi com meus Mestres queridos: "decisão judicial se cumpre primeiro e se discute depois”. Anos após já na docência, continuei os ensinamentos, agora bastante consolidados, entendendo que "as decisões judiciais são atos pelos quais o Estado manifesta soberania exercendo assim o poder sobre os cidadãos. O Poder Judiciário é geralmente a última instância dos órgãos públicos em que os conflitos entre pessoas (físicas e jurídicas) e a própria administração pública são resolvidos.  Por isso mesmo, as decisões judiciais têm enorme importância e devem ser respeitadas e prontamente atendidas." As decisões judiciais têm relevante importância para se evitar a arbitrariedade e a violação aos princípios e garantias constitucionais assegurados a qualquer indivíduo e devem ser respeitadas e prontamente cumpridas. O Sr. Renan Calheiros é réu em ação penal que tramita no próprio STF, acusado pela Procuradoria-Geral da República de cometer o crime de peculato, que é sinônimo de desvio de dinheiro público – aquele que você e eu pagamos em impostos. Quando foi levado à condição de réu, na semana passada, Renan divulgou uma nota dizendo que "permanece confiante na Justiça". Assim, pela segunda vez no ano, o STF decide afastar o presidente de uma Casa do Congresso Nacional. Da primeira, o hoje preso Eduardo Cunha reuniu a pouca decência que lhe restava para acatar a decisão. Desta vez, nem isso Renan se deu ao trabalho de fazer. Por essas razões, as decisões judiciais têm relevante importância para se evitar a arbitrariedade e a violação aos princípios e garantias constitucionais assegurados a qualquer indivíduo e devem ser respeitadas e prontamente cumpridas.

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Do medo a violência: Inconscientemente o sinal de alerta já está ligado!

Dr. Osvaldo Emanuel  Postado por Colunista - Dr. Osvaldo Emanuel - 18/06 11:17h
Do medo a violência: Inconscientemente o sinal de alerta já está ligado!

(*) Osvaldo Emanuel A. Alves

Inesperadamente, em um domingo onde os anseios e sonhos de dezenas de pessoas, algumas até tensas, que buscavam realizar o exame da OAB, foram surpreendidos com gritos chamando atenção para alguém que supostamente estava disposto a destruir a própria vida e levar outras tantas consigo. A notícia rapidamente chegou ao conhecimento de todos que ansiosos buscavam informações sobre o que seria um "atentado terrorista" justamente em Salvador, Bahia. Afinal como afirmava Otavio Mangabeira: "Pense num absurdo, na Bahia tem precedente" e justamente aqui que o fato parecia se tornar real.

Ultrapassadas as barreiras dos atos terroristas ocorridos do outro lado do Atlântico, separando os ideários políticos, religiosos, existencialistas, nos deparamos com essa situação que nada tem haver com esses acontecimentos. As primeiras noticias revelavam: “Apesar dos rumores que circulam entre estudantes de que há reféns com o homem-bomba que está na Unijorge, a Polícia Militar ainda não confirmou a veracidade da informação. Ambulâncias do Samu e viaturas do BOPE estão no pátio da universidade. A polícia também não confirmou o número de homens-bomba na instituição, já que outro boato em circulação é o de que há um artefato por andar do prédio. “Só o esquadrão antibomba, minha função é isolar o perímetro”, limitou-se a dizer um policial. Por volta das 13h deste domingo (24) um homem com desconfiadas bombas amarradas à cintura ameaçou explodir o prédio da Unijorge, onde iriam acontecer provas da 1ª fase da OAB".

AO FINAL: Segundo o tenente-coronel Coutinho, do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o homem que ameaçou explodir bomba na Universidade Jorge Amado (Unijorge), em Salvador, identificado com Frank Oliveira da Costa, apresentava transtorno mental. "Apresentava sinais de transtornos psiquiátricos e será encaminhado para o nosocômio após apresentação na Polícia Civil", disse o coronel após o candidato ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se entregar no final da tarde deste domingo (24). Coutinho ressaltou que, apesar da ameaça, "não foi detectada nenhuma substância explosiva dentro da sacola que ele portava".

MEDO: Após todo o momento de pânico no saldo inexistiram vitimas apenas um custo muito elevado para todos os envolvidos. O momento que vivemos e de muito receio, às notícias do caos pode ser definido como um conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física ou psíquica. Pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir muito medo causando um desiquilíbrio emocional. Já a agressão é um comportamento que causa intencionalmente dano ou intimidação moral a outra pessoa ou ser vivo. Tal comportamento pode invadir a autonomia, integridade física ou psicológica e até mesmo a vida de outro. Assim, a violência diferencia-se de força, palavras que costuma estar próximas na língua e pensamento quotidiano. Enquanto que força designa, em sua acepção filosófica, a energia ou "firmeza" de algo, a violência caracteriza-se pela ação corrupta, impaciente e baseada na ira, que convence ou busca convencer o outro, simplesmente o agride. Violência significa usar a agressividade de forma intencional e excessiva para ameaçar ou cometer algum ato que resulte em acidente, morte ou trauma psicológico.

Islâmico?

Diariamente uma “bomba relógio”, associação do estresse com a violência, é levada as ruas pelos indivíduos, podendo explodir a qualquer instante. Não há necessidade do “Estado Islâmico” chegar também por aqui, pois vivemos o aumento do número de mortes registradas no país. Pessoas inocentes a cada dia são assassinadas gratuitamente. 

- na Europa, as mortes foram praticadas por grupos extremistas por motivação religiosa. Aqui os fatos foram praticados por alguém de forma isolada e por motivações puramente pessoais, que, demonstrando o alto grau de estresse que estamos vivendo, quase ocorrendo uma grande tragédia. Enrico Ferri foi advogado criminalista, professor de Direito Penal, escritor e fundador, com Lombroso e Garofalo, da chamada Escola Positiva já ao seu tempo declarava: “o crime é a aberração da vontade humana, que desce a ofender os direitos de outrem sem causa justa, levada por uma questão de cegueira moral, como quando se mata, simplesmente, para derrubar a vítima, ou por um regresso selvagem à brutalidade primitiva, como quando se mata por vingança, quando se pratica o crime no ardor de vingança”. O Direito Penal não consegue controlar tão pouco conseguirá evitar o aumento da violência e da criminalidade na sociedade nos dias atuais, uma vez que reprimir não é prevenir (Sheerer) - INCONSCIENTEMENTE O SINAL DE ALERTA ESTÁ LIGADO!

 

Colunista: Professor em Direito Penal e Advogado Criminalistata, Dr. Osvaldo Emanuel

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Não Custa Nada

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 04/06 23:51h
Não Custa Nada

Quando o Brasil ainda não tinha se recuperado do pesadelo provocado pela barbaridade praticada contra quatro meninas no Piauí, o que culminou com a morte de uma delas, nossos meios de comunicação voltam a deixar a Nação estarrecida, com a cobertura do episódio em que uma menina de 16 anos foi vítima de um estupro coletivo, no Rio de Janeiro. E essas meninas integram uma legião de 50.000 mulheres que são molestadas sexualmente, a cada ano, no Brasil. A repercussão do crime no Rio foi de tal monta, que a barbárie foi notícia no mundo inteiro. A própria ONO se pronunciou a respeito.

Os órgãos de defesa da mulher têm manifestado sua indignação contra aqueles que creditam ao comportamento de algumas jovens, a prática desse ato criminoso. É como se a culpa fosse jogada sobre a vítima. Mas não custa nada se as mulheres forem mais cuidadosas quanto ao uso de suas vestimentas. O objetivo da roupa é embelezar quem a usa e cobrir algumas partes do corpo. Não custa nada. Se a Lei Maria da Penha não está inibindo a violência contra as mulheres, não custa nada evitar andar sozinha por lugares ermos e escuros. Se as Delegacias da Mulher, espalhadas pelo Brasil, não estão garantindo o direito à liberdade, não custa nada pensar duas vezes, antes de se jogar na garupa da primeira moto que aparecer, mesmo que o condutor seja simpático e dono de um sorriso atraente.

A essa altura, as mulheres podem estar questionando: E o “direito de ir e vir”? E o “direito de me vestir como eu quiser”? Eu diria que são direitos absolutamente legítimos, mas eles apontam para o que é ideal, e a realidade é tristemente diferente. Anualmente, no país, mais de 50.000 mulheres são abusadas sexualmente e quase 5.000 são assassinadas. E a Lei Maria da Penha, os Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres, as Delegacias das Mulheres e tantos outros órgãos que supostamente existem para garantir a segurança das mulheres, não têm conseguido alterar esses números assombrosos. Temos que lutar pelo ideal, mas precisamos nos capacitar para enfrentar a realidade. E a realidade está bem distante do ideal. É constrangedor a pessoa não poder ser ela mesma em sua plenitude, mas é a vida que está em jogo.

Não custa nada!

Colunista: Pr. Ely Lourenço da Silva // Pastor da Igreja Batista Betânia e Psicanalista

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Nosso caso de amor

Profª. Marilene Oliveira de Andrade   Postado por Colunista - Profª. Marilene Oliveira de Andrade - 20/04 22:38h
Nosso caso de amor

Quando te vi pela primeira vez

Confesso, tive medo, fiquei muito assustada...

Diante da escassez da coragem

 Como as minhas necessidades pelo conhecimento são ilimitadas

Lancei-me sem reserva nessa aventura.

Não sei exatamente o que me espera nas curvas

A minha demanda pelo inusitado é muito grande

Não sei se encontrarei excesso de oferta

Ou excesso de demanda

Pouco importa...

O que e quanto produzir, como produzir e para quem produzir

É um problema que será resolvido sabiamente

Sei que há imperfeições no sistema econômico dos nobres sentimentos

No mercado misto da vida, o amor e o ódio caminham lado a lado.

Nas curvas de oferta e de demanda

Não quero me deslocar nem para a direita, nem para a esquerda

Contemplarei e seguirei o horizonte da aprovação.

Necessito centralizar o amor e conservar os bens essenciais

Complementar a vida com tudo que me apraz

Na curva de possibilidade de amor ao próximo

Essa fronteira máxima pode produzir recursos benfazejos

Ao praticar o custo de oportunidade

Não sacrifico os bons sentimentos

Desejo empregá-los sem reserva.

Preciso analisar a vida de forma positiva e normativa

Buscando sempre o equilíbrio entre a razão e a emoção

No coeteris paribus: tudo o mais constante!

Necessito ter uma visão micro e macro de mundo

Não me perderei no mínimo nem quero me afogar no máximo

Quero, apenas, de uma gota de sabedoria

De Adam Smith, Karl Marx, Thomas Robert, dentre outros.

No quesito valor utilidade

 Não estou satisfeita com a saúde, educação e segurança...

Que me são oferecidas

Trabalho muito, pago muitos impostos...

Geralmente, os meus sonhos estão alcançando a utilidade total

Aos poucos começam a ser saturados pelas desilusões

E caminham em direção à utilidade marginal decrescente

Chego até pensar que são paradoxais.

Às vezes me sinto indiferente...

Comerei mais batata ou menos carne?

Ah! Pouco importa!

Ah! Pouco importa se vai fazer sol ou chover

Na dúvida, tenho o meu guardo sol e o meu guarda chuva!

A vida é como um sopro...

Não restringirei o meu orçamento

Não limitarei as minhas possibilidades

Quem sabe amanhã não haverá mais sol...

Então penso!...

“Eu devia ter amado mais, errado mais, devia ter visto o sol nascer”

Tropecei na pedra de Drumonnd

Prendi-me nas variáveis que afetaram a minha demanda

Na busca pelo novo.

Talvez, foi o preço do próprio bem... nunca se sabe...

A elasticidade da minha vida me faz muito mal...

Não quero me sentir maior ou menor, prezo a igualdade.

Quanto ao nosso caso de amor...

“Se é bom ou mau, só o tempo dirá”

“Mas que seja eterno enquanto dure”.

 Para os que amam a Economia.

Marilene Oliveira de Andrade - Professora, Graduada em Letras Vernáculas, Pedagogia, Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, Mestranda em Gestão de Políticas Públicas e Segurança Social, membro da Academia de Letras do Recôncavo, poetisa, contista, cronista, autora de três livros e integras diversas obras literárias.

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Quem é este?

Profª. Marilene Oliveira de Andrade   Postado por Colunista - Profª. Marilene Oliveira de Andrade - 20/03 18:51h
Quem é este?

Quem é este que não se usurpou ser igual a Deus

Deixou seu trono de glória

Veio ao mundo

E por todos nós padeceu?

Quem é este que por todos nós se entregou

Pelo rico, pelo pobre, escrevo e senhor

Sem fazer acepção de pessoas

A todos de igual modo amou?

Quem é este que um dia a tempestade acalmou

Quando os seus discípulos estavam a perecer

Todos ficaram admirados

Com o seu grande poder?

Quem é este que fez uma linda flor brotar

A colocou um perfume singular

Apesar dos seus espinhos

Consegue a todos encantar?

Quem é este que nas bodas de Caná

Seu primeiro milagre operou

Todos ficaram maravilhados

Pois, água em vinho transformou?

Quem é este que com o seu olhar de misericórdia

Toda a humanidade alcançou

Derramando seu precioso Sangue

Para remir todo pecador?

Quem é este que a dez leprosos curou

Que estavam condenados a morrer

Os seus corpos ficaram limpos

Novamente “voltaram viver”?

Quem é este que a mulher adúltera

Com muito amor a acolheu

Devolvendo-lhe a graça do viver

E em seus braços a recebeu?

Quem é este que a Lázaro ressuscitou

Após quatro dias de falecido

Ordenando-lhe que saísse do túmulo

E voltasse para seus entes queridos?

Que darei a este Homem

Por tantos benefícios que realizou?

Nada tenho a lhe oferecer

Além do meu amor!

Afinal, quem é este que uma cruz pesada carregou

Nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou?

O seu nome é Jesus Cristo

Nosso Senhor e Salvador!

 

Marilene Oliveira de Andrade - Professora, Graduada em Letras Vernáculas, Pedagogia, Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, Mestranda em Gestão de Políticas Públicas e Segurança Social, membro da Academia de Letras do Recôncavo, poetisa, contista, cronista, autora de três livros e integras diversas obras literárias.

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Posse ou Propriedade? "ou" até que a morte os separe?...

Dr. Osvaldo Emanuel  Postado por Colunista - Dr. Osvaldo Emanuel - 10/02 13:56h
Posse ou Propriedade? "ou" até que a morte os separe?...

(*) Osvaldo Emanuel A. Alves

Em Promessas Matrimoniais, Martha Medeiros escreveu: entre outras coisas afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, a noiva com seu vestido branco e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que desagradava era o repetido sermão: "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?– Continua achando o sermão bastante simplista e um pouco fora da realidade, fazendo as seguintes sugestões para aquelas promessas:  Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora e, sim, respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade? · Promete saber ser amiga (o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem  entrar  em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla  identidade ou numa pessoa menos romântica? Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar? · Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples  fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e, portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela? ·   Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda? ·   Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo  outro  e  que  saberá  lidar  com sua própria solidão, que  casamento algum elimina?”.

O tempo já vai distante quando a sociedade conjugal no Brasil era considerada indissolúvel e somente a morte seria capaz de separar aqueles que juravam um amor eterno, diante da autoridade religiosa, testemunhas e dezenas de convidados. Com o passar dos tempos, apesar das contestações da Igreja, a Lei do Divórcio passou vigorar para solucionar conflitos existenciais que, surgem por força das divergências e descobertas que o “sonho do amor muitas vezes se transformou em pesadelo real com o passar dos anos da convivência” obrigando os envolvidos solicitar intervenção do Poder Judiciário para solucionar conflitos originados de “caprichos, vaidades e orgulho feridos”.  É importante esclarecer que não existe Lei de Divórcio, mesmo porque, o Divórcio vem regulado no Código Civil de 2002 e na Constituição Federal de 88, o que se procurou foi facilitar, com a Emenda Constitucional nº 66, alterar a Constituição Federal e consequentemente possibilitou realização do Divórcio direto ao invés de ficar esperando o período de (vacância) dois anos da separação de fato, ou da separação judicial.

A realidade é que, mesmo com essa alteração o Divórcio ainda continua caminhando lentamente nas Varas de Família no Poder Judiciário, sem a rapidez desejada, principalmente quando existem bens a dividir e esses constituem a motivação do litígio, por uma simples razão: a parte mais sensível do “corpo humano”“bolso”, na hora da divisão patrimonial, faz agravar as discórdias, se arrastando ao longo dos anos sem alcançar entendimento na divisão dos bens.  Essa briga quase que interminável, servem para fazer desfilar e despejar mágoas, rancor, vingança, ódio, um em ralação ao outro, sendo esquecido o juramento do momento solene: “até que a morte os separe! ” Por outro lado quando filhos existem, esses sofrem diretamente os reflexos das brigas, considerando que, nunca existirá a figura do “ex-filho”, permanecendo para sempre vinculados aos pais.

Quando a sociedade conjugal termina, muitas vezes de forma conturbada, surgem ações de posse, domínio e desrespeito entre os envolvidos, para transformar aquela que deveria ser a união feliz de ontem em uma “separação para morte”. Não aceitação em perder ou deixar de possuir, aquele ou aquela que acredita ser propriedade particular, tem levado muitos indivíduos praticar mortes violentas, movidos pela paixão cega que ocorria com muita frequência nas culturas antigas, onde predominava a ideia da propriedade do homem sobre a mulher. Apesar deste conceito já ter sido abolido, nos dias atuais crimes passionais continuam ocorrendo todos os dias, repercutindo na sociedade pelo fato de envolverem pessoas consideradas racionais até então. Explicar essa conduta torna-se uma tarefa bastante árdua. O que leva indivíduos destruírem o objeto do desejo e do amor? A resposta vem relacionada ao fato de que no homicídio passional, desvincula-se os sentimentos e prevalece a teoria que "se meu não é, de ninguém mais será", para, realmente assim, a morte os separar

  1. Colunista: Prof. Dr. Osvaldo Emanuel
  2. Professor em Direito Penal e Advogado Criminalista
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Confira os cuidados que você deve ter com seu Pet durante o verão

Cani Vita - Priscila Dantas  Postado por Colunista - Cani Vita - Priscila Dantas - 01/02 12:21h
Confira os cuidados que você deve ter com seu Pet durante o verão

Oi pessoal!!!

O verão chegou época de veranear, muita praia, piscina, sol e calor e como cuidar dos nossos pequenos nesta época do ano?

Primeiro passo é lembrar que assim como os nossos cabelos o pelos deles não podem ficar com resíduos de cloro ou sal. O ideal é levar sempre um shampoo neutro e um secador de cabelos para ao sair poder lava-los e seca-los bem. Mais um cuidado o secador de humano não é apropriado para animais, pois, ele esquenta muito, então cuidado para não queimar seu bichinho.

Animais brancos ou albinos, estes merecem uma atenção redobrada. Além de não poderem ficar expostos ao sol eles precisam de protetor solar. Por terem pouca ou nenhuma melanina são mais propensos a problemas de pele, tais com câncer de pele.

Atenção redobrada para a água: Ao deixar seu animal frequentar piscinas e a praia certifique-se que ele tem como sair da água sempre que quiser para evitar afogamentos.

A hidratação também é um fator muito importante. Nunca deixe seu amiguinho sem água fresca. Se possível ofereça água gelada ou água de coco.

Ai agora é só aproveitar a época do ano mais quente e alegre.

Bom carnaval a todos.

Criadora de cães de raça há oito anos, handler, esteticista pet, estudante de veterinária na UFRB e proprietária do Cani Vita (Pet Shop e hotel para animais).

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O "Bataclan "também está aqui!

Dr. Osvaldo Emanuel  Postado por Colunista - Dr. Osvaldo Emanuel - 10/01 17:33h
O "Bataclan "também está aqui!

(*) Osvaldo Emanuel A. Alves

Os ataques de novembro de 2015, ocorridos no dia 13, em Paris e Saint-Denis, se constituíram de fuzilamento em massa, atentados terroristas, e explosões.  O ataque mais mortal foi no Teatro Bataclan, onde os terroristas fuzilaram varias pessoas, pelos menos 89 pessoas morreram no local. Mas por que o Bataclan? Ameaçado várias vezes por grupos de extremistas, em razão de uma vez por ano promover uma festa para policia de fronteira de Israel. Já em 2011, o serviço de Inteligência da França interrogou um extremista islâmico, que confessou que o grupo planejava um ataque ao Bataclan, porque os donos eram judeus.

Ultrapassadas as barreiras dos atos terroristas ocorridos do outro lado do Atlântico, separando os ideários políticos, religiosos, existencialistas, nos deparamos com circunstâncias assemelhadas no Estado da Bahia.

Para o professor Eduardo Paes Machado, o crescimento da violência é considerado contínuo. Ele conta que quando começou a discutir o assunto na segunda metade da década de 1990, a Bahia já tinha taxa de mortes por grupo de 100 mil habitantes, com índice de 33. "De lá para cá, a taxa tem crescido. Então a gente pode usar o termo espiral de violência. Temos tido fortes disputas entre grupos criminosos pelo monopólio drogas ilícitas. Temos relatos diários de disputas armadas entre esses grupos gerando homicídios. O professor também destaca a importância da escola e da família para a redução das taxas de homicídio. Para ele, os jovens estão vulneráveis e a sociedade está com um ponto de vista confuso sobre os valores sociais. "Temos estruturas familiares que não cumprem papel educacional da prole, de instruir, há pouco contato, pouco diálogo. Há uma alta concentração de jovens pobres que moram na periferia e eles que são atingidos.

Quando será que deixaremos de contabilizar o número cada vez mais crescente de mortes violentas? Até quando continuaremos indignados, chorando e levando flores para os nossos mortos? Não faz muito tempo, eram os filhos que enterravam os pais, que morriam por conta da própria idade, no entanto, essa regra hoje vem sendo modificada, obrigando aos pais conduzirem os filhos ao túmulo, em razão de mortes violentas que vêm se tornando lugar comum envolvendo jovens dos 14 aos 25 anos. Por que se mata tanto?

 “Pode-se argumentar que, felizmente, ainda há muita esperança. Mas como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperança com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança: em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo... Violência? O que posso fazer? Espero que termine.  Isso não é esperança, é espera. Esperança é se levantar, esperança é ir atrás, esperança é construir, esperança não é desistir! Esperança é levar adiante, esperança é juntar-se com outros para fazer de outro modo.

Já se tornou lugar comum para a grande maioria dos gestores públicos, tanto em período pré e pós-eleitoral, as promessas de solução para um dos mais sérios problemas enfrentados nos dias atuais pela sociedade, no que se refere à criminalidade sempre crescente. As promessas refletidas através do futuro subjetivo do verbo é a própria essência de uma vontade traduzida em razão da insegurança que se manifesta na própria expressão - “combater” – deflagrar uma “guerra”, um “combate” frenético contra as denominadas “forças do mal”.

Na lembrança dos mortos vitimados pela “violência”, permanece registrado apenas nas estatísticas sociais que serão utilizados um ano após para diagnosticar as marcas relacionadas aos índices do crescimento dos homicídios. Entretanto, quando esses índices se mostram de forma negativa, evidencia uma “pseudo eficiência estatal”, para fazer acreditar aos menos avisados, possível eficácia de políticas públicas; no entanto, o “Estado Juiz” permanece na contramão da nova realidade dos comportamentos sociais, desrespeitando normas constitucionais, causadoras da indignação social. - AFINAL, SERÁ QUE O "BATACLAN" JÁ CHEGOU TAMBÉM AQUI??? - Em Paris, as mortes foram praticadas por grupos extremistas por motivação religiosa, aqui as mortes ocorrem na grande maioria envolvendo grupos criminosos e as motivações não são religiosas.  Assim, se pode observar que aqui o Poder Público vem se mostrando incapacitado no enfrentamento dos problemas sociais, principalmente, pela ineficácia nas políticas de segurança pública fazendo crescer a sensação de injustiça e impunidade no meio da sociedade.A Bahia teve 5.450 mortes em 2014 e ocupa o primeiro lugar em números absolutos de homicídios no país. O Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar, com 4.610 casos; em seguida aparece São Paulo, com 4.294 mortes; Ceará, com 4.144; e Minas Gerais, com 3.958 homicídios. Chegam a 100 o número de homicídios ocorridos em Salvador e Região Metropolitana somente nos primeiros 18 dias deste ano. Até o último domingo (17/1/2016), 97 pessoas haviam sido vítimas desta modalidade de crime.Este número confirma uma premissa: o quadro de violência se mantém inalterado na Grande Salvador, pelo menos, em comparação ao ano passado. Em janeiro de 2015, foram registrados 180 homicídios. Este ano, até então, o quantitativo já representa o equivalente a 55% das ocorrências dos primeiros 31 dias do ano anterior. (Aratu Online)

Agora, a questão para uma reflexão: Por que se mata tanto?  SERÁ QUE O "BATACLAN" JÁ CHEGOU TAMBÉM AQUI???.

Colunista: Prof. Dr. Osvaldo Emanuel

Professor em Direito Penal e Advogado Criminalista

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O seu Pet precisa de cuidados odontológicos. Confira as dicas do Cani Vita

Cani Vita - Priscila Dantas  Postado por Colunista - Cani Vita - Priscila Dantas - 01/01 00:47h
O seu Pet precisa de cuidados odontológicos. Confira as dicas do Cani Vita

Oi pessoal!!

Desculpem a demora para postar novidades, é que o fim de ano foi corrido para mim.

Hoje vamos falar de cuidados odontológicos com seu pet.

Assim como nós, nossos melhores amigos precisam de um cuidado especial com os dentinhos. A escovação diária é a melhor saída.

Hoje no mercado pet existem varias “escovas” para nossos pequenos, o que vocês precisam ficar atentos é para a qualidade dos produtos adquiridos e se o seu pet se adapta bem com o tipo de escova que você escolheu. Além da facilidade que vocês iram ter para realizar a escovação.

Escovas: 

Além da escolha da escova precisamos pensar na pasta de dente que iremos usar. Uma pasta de boa qualidade irá evitar o aparecimento do temido tártaro.

Quando não é tomado o devido cuidado é preciso fazer um procedimento cirúrgico chamado tartarectomia. Neste procedimento é preciso anestesiar o animal para que o médico veterinário possa realizar o procedimento.

Outros produtos que podem auxiliar no combate ao tártaro. Soluções, sprays e gel bucais são armas que podemos usar quando temos poucas placas ou uma gengivite leve. Estes produtos sevem ter seu uso acompanhado por um médico veterinário.

Então pessoal, vamos escovar os dentinhos dos nossos bichinhos!!!

 

Criadora de cães de raça há oito anos, handler, esteticista pet, estudante de veterinária na UFRB e proprietária do Cani Vita (Pet Shop e hotel para animais).

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Dicas de como preparar a casa pra chegada do filhote

Cani Vita - Priscila Dantas  Postado por Colunista - Cani Vita - Priscila Dantas - 20/11 18:28h
Dicas de como preparar a casa pra chegada do filhote

Olá pessoal!!!!! Agora contamos com este canal para vocês ficarem por dentro de tudo que acontece no mundo pet. Pra quem não me conhece vou me apresentar: Sou criadora de cães de raça há oito anos, handler, esteticista pet estudante de veterinária na UFRB e proprietária do Cani Vita (Pet Shop e hotel para animais). Hoje vamos falar um pouco sobre: A CHEGADA DE UM FILHOTE EM CASA.

Chegou o novo membro da família!!!! Obaaaaa!!!

E agora? Como cuidar deste ser pequeno e indefeso?

CALMA – ESPLICAMOS TUDO!!!!

O primeiro passo é respeitarmos a espécie do animal. Cães, gatos, chinchilas, esquilos da Mongólia e etc tem características e cuidados diferenciados. Primeiro vamos falar dos cães.

Onde meu cachorro vai fazer as suas necessidades fisiológicas?

 Esta é a primeira pergunta que devemos nos fazer. Este local uma vez escolhido não deve ser trocado para que o animal não se sinta perdido. Afinal nosso banheiro não fica mudando de lugar não é mesmo?

Gosto muito de pedir aos meus clientes que deixem a área de serviço para este fim. Nossas áreas de serviços sempre tem um ralo, o que facilita a limpeza.

A escolha da ração?

Hoje o mercado pet oferece uma variedade enorme de rações. O ideal é que seja oferecida uma ração de qualidade adequada a idade, raça e tamanho do seu novo amiguinho.

A ração de filhote deve ser oferecida até os doze meses de vida. Este período e fundamental para um bom desenvolvimento do filhotinho. Quando é feita uma ração específica para uma determinada raça isso ajuda muito, por que esta já foi pensada para aquela raça.

Qualidade da água

A água deve ser filtrada. Mesmo com todo tratamento oferecido pela empresa fornecedora de água, há a possibilidade de nossos animais serem acometidos por uma verminose chamada giárdia, causada pelo protozoário “giárdia SP”.

Perigos espalhados pela casa.

Observem bem como estão os fios dos eletrodomésticos da sua casa, eles são os maiores vilões para a segurança do seu filhote. Além disso, precisamos observar as escadas e varandas. Eles não têm noção de perigo e podem cair.

 

 

Criadora de cães de raça há oito anos, handler, esteticista pet, estudante de veterinária na UFRB e proprietária do Cani Vita (Pet Shop e hotel para animais).

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Voltamos ao debate: "você acredita mesmo, que reduzir a maioridade penal vai diminuir a criminalidade?

Dr. Osvaldo Emanuel  Postado por Colunista - Dr. Osvaldo Emanuel - 04/10 09:35h
 Voltamos ao debate: "você acredita mesmo, que reduzir a maioridade penal vai diminuir a criminalidade?

(*) Osvaldo Emanuel A. Alves

Diminuir-se a idade, como exigência prática, para a repressão dos crimes, é não levar em conta que o abandono material e moral também fazem parte da vida na maioria dos menores, distantes da intervenção social do Estado. Crianças com até 12 anos incompletos e adolescentes entre 12 e 18 anos ficam sujeitos às medidas preventivas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA- Lei nº 8.069/90), verifica-se a maioridade, a partir do primeiro minuto do dia em que o individuo completa 18 anos, independentemente da hora do seu nascimento, sendo que, o "horário de verão" é uma antecipação artificial do termo legal, inaplicável para o reconhecimento da maioridade penal (real).

Por sua vez, em razão da determinação legal existente no artigo 27, estabelece que os menores de dezoito anos são penalmente inimputáveis. No ponto de vista Constitucional o artigo 228 da Constituição Federal estabelece que: “são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial”, o que provoca por consequência o debate sobre ser ou não ser a determinação Constitucional de “cláusula pétrea”, considerando que o artigo 60 da mesma norma Constitucional em seu parágrafo 4º, linha IV determinar que – “§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: IV - os direitos e garantias individuais” – e veda a emenda constitucional inclinada a abolir “direito ou garantia individual”. (em tempo: Cláusulas pétreas constituem limitações materiais ao poder de reforma da Constituição de um Estado. Em outras palavras, são disposições que proíbem a alteração, por meio de emenda, tendente a abolir as normas constitucionais relativas às matérias por ali definidas).

Entretanto, revestida do clamor popular a proposta para redução da maioridade penal para 16 anos deve ser melhor discutida, principalmente em razão do fato que, a norma penal não alcança com eficácia os mecanismos da prevenção criminosa. Alterar sempre a legislação penal em momentos de crise social torna-se perigoso por não atender os fins legítimos do próprio Direito Penal e no caso de uma eventual alteração na Constituição Federal, que trata a redução da maioridade penal, não diminuirá os índices de violência, principalmente envolvendo menores.

Por sua vez o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente enumera no artigo 112, as medidas sócio-educativas que são aplicáveis contra aquele adolescente que pratica ato infracional – Essa norma não é suficientemente clara quando aquelas situações em que o adolescente venha cometer um crime violento e demonstre insensibilidade quanto à vida humana e a norma, nesses casos, poderia ser mais ampla e rigorosa quanto ao período da internação sempre que o comportamento do menor se revele acompanhada de graves desvios de personalidade, não se aceitando que, ao contrário, se remeta essa conduta para as normas disciplinadoras do Código Penal, tão pouco encaminhar esse menor, após os dezoito anos, para o presídio destinado ao criminoso adulto, local em que se tornará mais especializado em práticas criminosas. As alterações aos limites de internação estabelecidas atualmente no ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – revelam diante dos crimes violentos praticados por menores, que devem ser ampliadas para um melhor diagnostico dos comportamentos ainda comprometidos com condutas anti-sociais.

Sempre que a sociedade se defronta com cenas bárbaras envolvendo menores, faz despertar a revolta e o clamor social, principalmente quando essas cenas envolvem a vida de alguém assassinado por causa de um veiculo, celular, fazendo retornar o debate quanto à questão da redução da maioridade penal, sem nenhum resultado prático ao final. O problema surge muito antes dessa questão, muito mais pelo conflito existente entre um Estado incapacitado de estabelecer medidas sociais eficazes para controlar o comportamento daqueles menores já “marginalizados socialmente”. A grande questão efetivamente ressurge no momento em que se busca a efetividade das políticas publicas voltadas para diminuição das desigualdades sociais, ineficazes em razão de que a própria família já não consegue impor respeito às condutas de menores “rebelados domesticamente” - Um menor não nasce “criminoso” seu comportamento já vem traçado na maioria das vezes dentro da própria família, faltando respeito, muita violência, inexistência de oportunidades de trabalho que na maioria das vezes, os leva a um caminho sem retorno, tornando-os presas fáceis do tráfego.

Esse combate constante reflete-se diante de uma guerra diária, sem tréguas que vem ocorrendo por uma simples razão; A LEI NÃO CONSEGUE EFETIVAMENTE CUMPRIR SUA MISSÃO DECLARADA OFICIAL, nos fazendo refletir sobre a afirmação do Prof. Sebastian Scheerer que “proibir não é controlar” - ineficaz para impedir que os menores continuem praticando crimes.

Enquanto isso, se espera que o Direito Penal realize o “milagre” para solução dos problemas sociais envolvendo violência e criminalidade; entretanto, o que se deve é assegurar aos menores até os 18 anos, medidas de proteção e amparo, cumprindo-se o principio Constitucional do artigo 175 na Constituição da República e do ECA, que são disposições normativas de índole democrática inseridas nos parâmetros de um Estado Democrático de Direito.

Em tempo: ainda assim, será que existe alguém acreditando que a redução da maioridade penal reduzirá a violência ou até mesmo possa impedir que menores continuem praticando crimes?

 

Colunista: Prof. Dr. Osvaldo Emanuel

Professor em Direito Penal e Advogado Criminalista

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E agora Brasil?!

Profª. Marilene Oliveira de Andrade   Postado por Colunista - Profª. Marilene Oliveira de Andrade - 02/08 01:50h
E agora Brasil?!

O Brasil está vivenciando uma fase muito crítica. Assim, como milhões de brasileiros e brasileiras, que estão indignados e indignadas com a situação pela qual o país encontra-se no momento, também faço parte dessa triste estatística.

Como posso pôr a mão no peito e cantar orgulhosamente o Hino Nacional? Como posso deitar eternamente em berço esplêndido se o meu país encontra-se atordoado em meio a vozes clamando por justiça? “A situação é grave”! Até quando meu Brasil terei que ver cenas tão esdrúxulas como essas que estamos vivenciando no cenário político e econômico? Oh! “Gigante pela própria natureza”! Está na hora de mostrar a tua força!

Parece até irônico cantarmos que os "Nossos bosques têm mais vida". O desmatamento desenfreado e a ambição capitalista têm acinzentado a imagem do teu “formoso céu, risonho e límpido”. ”A imagem Cruzeiro resplandece”... Sim! A imagem do teu Cruzeiro resplandece e é vista diariamente por um número considerável de brasileiros e de brasileiras que madrugam em filas de postos médicos para conseguir uma ficha. O que deveria ser um espetáculo da natureza torna-se uma cena dolorosa. Enquanto isso, o Gigante encontra-se adormecido.

Cadê o penhor dessa igualdade? Perante a Constituição, somos todos (as) iguais, mas na prática prevalece “a lei do mais forte”, ou seja, do (a) privilegiado (a).

Não queremos paz apenas no futuro, muito menos, glória apenas no passado. Milhões de pessoas clamam por paz no presente. Não suportamos ver diariamente pessoas vitimadas por tantos tipos de violências, das mais cruéis possíveis. E agora Brasil?! Como dormir no berço esplêndido, enquanto teus filhos e tuas filhas dormem na fria calçada? Ouve, “Ó Pátria amada”! O brado retumbante daquelas pessoas silenciadas pela opressão, assustadas pelo medo e retraídas pela insegurança.

E agora Brasil?! Quando voltaremos a cantar orgulhosamente o teu Hino? Oh! “Gigante pela própria natureza”! Está na hora de mostrar a tua força! Os teus filhos não fogem à luta.

 

Mestranda em Gestão de Políticas Públicas e Segurança Social, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

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Continuamos a “combater o crime”... até quando????

Dr. Osvaldo Emanuel  Postado por Colunista - Dr. Osvaldo Emanuel - 01/08 09:29h
Continuamos a “combater o crime”... até quando????

A Constituição Federal de 88, no parágrafo 7º do artigo 226: A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. - A paternidade consciente e responsável precisa ser enfrentada com muito mais coragem. Não é possível aceitar que homens e mulheres ainda continuem colocando crianças no mundo para morar nas ruas, debaixo de pontes, [e viver] nas drogas e prostituição, além de utilizá-las na mendicância e na exploração da comiseração pública. De quem será a responsabilidade? Do Estado? Dos indivíduos? A Constituição atual trata da paternidade responsável e do planejamento familiar livre significando que todos, reafirmo, todos são responsáveis. Afinal como se desenvolve o planejamento familiar? O planejamento familiar se desenvolve através de um conjunto de ações cuja finalidade consiste em contribuir para que as mulheres e os homens escolham quando desejam ter um ou vários filhos, propiciando a oportunidade para que esses possam ter educação, conforto, condições sociais dignas conforme seus princípios de necessidade.

Atualmente no Brasil, o planejamento familiar, se constitui em um tema de abordagem frequente, pois se encontra intimamente relacionado com o aborto, mortalidade materna, DSTs, etc. No passado, o controle demográfico no Brasil, se baseava no fato de que o crescimento e o desenvolvimento econômico do país somente seriam possíveis com ações efetivamente práticas, objetivando a redução do crescimento demográfico da nação. Por outro lado, as mulheres, nesse mesmo período, se aliavam ao debate das ações envolvendo o controle da natalidade diante da possibilidade de poder viver com mais intensidade a sexualidade, devido ao surgimento dos anticonceptivos que possibilitava essa oportunidade.

O direito ao planejamento familiar vem explicitado na Constituição e as diretrizes ali estabelecem claramente, a plena liberdade de decisão do casal e a responsabilidade do Estado em promover os recursos educacionais e científicos para o exercício dessas conquistas. Entretanto, apesar das conquistas, a situação da saúde reprodutiva das mulheres no Brasil permanece bem distante de um quadro considerado aceitável, em razão da mortalidade materna, ou seja, óbitos envolvendo mulheres em consequência da gravidez, do parto ou do puerpério ainda são bastantes elevados, considerando ainda que as altas taxas de cesariana indicadas no Brasil, ainda são consideradas uma das mais elevadas do mundo. Por outro lado segundo o Dr. Dráuzio Varella, defendeu em alguns dos artigos que publicou a adoção de medidas urgentes relativas ao planejamento familiar, uma vez que, segundo afirmou: “o descontrole populacional era um dos motivos da crescente onda de violência no país. A argumentação era a seguinte: as mulheres pobres, principalmente aquelas vivendo em favelas nas grandes cidades, não tendo acesso aos métodos contraceptivos e, devido à proibição do aborto no país, são obrigadas a conviver com a gravidez indesejada. Os filhos não planejados crescem em condições de vida precárias e, na falta de escolas e emprego adequados, terminam na criminalidade, elevando as cifras da violência no país.” Para o médico, é grave o fato de existir uma “epidemia de gravidez na adolescência”. Que ideologia insana ou princípio religioso hipócrita justifica o fato de nossas filhas atravessarem a adolescência sem engravidar, enquanto as filhas dos mais pobres dão à luz aos 15 anos? Termos um ou dois filhos, no máximo, enquanto eles têm o dobro ou o triplo para acomodar em habitações precárias? A falta de recursos para programas abrangentes de planejamento familiar é desculpa irresponsável! Por sua vez Cavenaghi e Alves não concordam com o Dr. Dráuzio, no aspecto, da existência da relação entre a alta fecundidade dos pobres e a violência. No entanto, esses autores, concordam “que a gravidez indesejada na adolescência ou em outras idades, é um problema que decorre de investimentos insuficientes do governo para prestar informações sobre reprodução e fornecer meios contraceptivos, conforme determina a Constituição Federal e a legislação em vigor” – e continua – “A Lei do Planejamento Familiar (n. 9.263), aprovada pelo Congresso Nacional, em 1996, estabelece os parâmetros e as normas para o acesso à informação e aos métodos contraceptivos. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem uma concepção de cobertura ampla e universal. Portanto, basta cumprir a lei e atender a todas as pessoas que necessitam do serviço. Cabe ao Ministério e as Secretarias Estaduais e Municipais da Saúde garantir os meios adequados para o exercício dos direitos reprodutivos”

Ainda no artigo 227 da CF encontramos: "é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito a saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de pô-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e pressão.

Enquanto continuamos “combater o crime” as causas permanecem esquecidas.

  • Colunista: Prof. Dr. Osvaldo Emanuel
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Violência doméstica entre cônjuges militares: competência da justiça militar

Dr. Osvaldo Emanuel  Postado por Colunista - Dr. Osvaldo Emanuel - 10/07 22:55h
Violência doméstica entre cônjuges militares: competência da justiça militar

(*) Osvaldo Emanuel A. Alves

"A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal indeferiu, pedido de Habeas Corpus (HC 125836) formulado pela defesa de um sargento do Exército condenado por ameaça a sua mulher, também sargento, numa unidade residencial militar no bairro de Cambuci, em São Paulo. A alegação de incompetência da Justiça Militar foi afastada pelo relator, ministro Dias Toffoli. O casal era formado por dois sargentos do Exército. Em razão de incidentes de violência do marido contra a esposa, esta passou a dormir na unidade militar, onde foi proibida a entrada do marido, e deu início ao processo de separação judicial. Nesse período em que a mulher estava alojada na unidade militar, houve notícia de ameaças contra ela e o irmão.

O marido foi denunciado pelos crimes de lesões corporais leves e ameaça. Segundo a denúncia, as ameaças ocorreram por celular, quando a mulher estava em serviço na Base de Administração e Apoio do Ibirapuera, e foi ouvida por outros militares que estavam em sua companhia, e repercutiram no ambiente da base, havendo necessidade de o marido ser proibido pelo comando de entrar no local ou de conversar com a esposa sem a presença de outros dois militares. O comando também autorizou que a sargento passasse a pernoitar no quartel.

O ministro Dias Toffoli, votou no sentido de denegar a ordem. Ele citou trecho do acórdão do Superior Tribunal Militar que mantivera a competência da Justiça Militar, segundo o qual, apesar das alegações da defesa, os acontecimentos também tiveram desdobramentos na caserna, uma vez que as ameaças ocorreram quando a mulher estava em serviço e na presença de outros militares. “Não foi dentro da intimidade do casal”, afirmou ou assemelhado”. A decisão foi unânime."

Por unanimidade o Supremo Tribunal Federal (STF), ainda decidiu que as agressões contra mulheres, mesmo sem denúncia da vítima, são merecedoras de uma ação penal pública. O Ministério Público passou ter a prerrogativa de denunciar e as vítimas não poderão impedir que isso aconteça. A lei não será aplicada apenas em casos de lesões corporais leves ou culposas (acidentais). Anteriormente, para ter validade, era necessária uma representação da agredida e a manutenção da denuncia contra o agressor, já que, estatísticas indicavam que até 90% das mulheres desistem das ações no meio do caminho. Para o ministro-relator, deixar a denúncia a cargo da vítima “significa desconsiderar o temor, a pressão psicológica e econômica, as ameaças sofridas, bem como a assimetria de poder decorrente de relações histórico-culturais, tudo a contribuir para a diminuição de sua proteção e a prorrogação da violência”.

Observamos que a Lei não consegue alcançar os objetivos para evitar que tragédias continuem ocorrendo a cada dia, pelo fato da Lei não modificar comportamentos, vez que mulher não é “objeto de propriedade” que poderá fazer que se deseja, sufocando com ciúme exagerado, doentio, controlando comportamentos, afastando-a do convívio com amigos, chegando ao absurdo de intervir até na forma de vestir.

Nelson Hungria, citando Kant em uma das suas obras, já afirmava que a paixão é o “charco que cava o próprio leito, infiltrando-se paulatinamente no solo” – “é um estado de ânimo ou de consciência caracterizada por viva excitação do sentimento” - Freud diz quando se trata de emoção: “não somos basicamente animais racionais, mas somos dirigidos por forças emocionais poderosas cujas gêneses é o inconsciente” - “A emoção pode apresentar tanto um estado construtivo, fazendo com que o comportamento se torne mais eficiente, como um lado destrutivo; pode ainda fortalecer como enfraquecer o ser humano. E as emoções vivenciadas pelo ser humano podem ser causas de alteração do ânimo, das relações de afetividade e até mesmo de condições psíquicas, proporcionando por vezes, reações violentas, determinadoras de infrações penais”. (cf. Guilherme Nucci, Código Penal Comentado).

Por sua vez o psiquiatra canadense Roberto Hare, uma das maiores autoridade sobre o assunto, citado por Ana Beatriz Barbosa, em sua obra, afirma: “Os psicopatas tem total consciência dos seus atos (a parte cognitiva e racional é perfeita), ou seja, sabem perfeitamente que estão infringindo regras sociais. A deficiência deles (e é ai que mora o perigo) está no campo dos afetos e das emoções. Assim, para eles, tanto faz ferir, maltratar ou até matar alguém que atravesse em seu caminho ou seus interesses, mesmo que esse alguém faça parte do seu convívio intimo”

Muitas tragédias poderiam ser evitadas, se não fosse a “cegueira” dos envolvidos que não souberam ouvir ao velho conselho do escritor Ernest Hemingway autor do “Velho e o Mar” quando afirma que “razão deve estar sempre antes do coração” – Por outro lado, não me lembro onde, mais li uma frase que dizia: “Não sei se a morte é maior que a vida, só sei que o amor é maior que os dois”.

Colunista: Prof. Dr. Osvaldo Emanuel

Professor em Direito Penal e Advogado Criminalista

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ALTA PERFORMANCE – Você deseja?

Edileide Castro  Postado por Colunista - Edileide Castro - 24/06 04:46h
ALTA PERFORMANCE – Você deseja?

*Por Edileide Castro, Coach e Palestrante

Se existe algo que a maioria de nós tem em comum, é o desejo de ter sucesso, ter alta performance em suas realizações pessoais, profissionais, enfim, ser alguém bem sucedido.

O que diferencia então o grupo de pessoas que conseguem realizar, ter sucesso, do grupo que não realiza que vive uma situação de fracasso. A diferença está na atitude. Temos muitas formas de definir sucesso, afinal, ele depende de quem o almeja. Para alguns, sucesso é casar, ter uma família. Para outros, sucesso é ter um emprego público, mas fracasso pode definir com uma única frase: “Fracasso é não conseguir alcançar seu objetivo.”.

Nossa! Você dirá. O que pensar dos que nem ao menos objetivo tem? Posso afirmar que são pessoas que passam pela vida, lhes falta sentido, missão, objetivo. Dificilmente serão realizados, poderão até fazer algumas coisas, mas com a filosofia de vida mediana, não de sucesso e de alta performance.

Vamos refletir sobre sete características de pessoas que realizam com excelência, têm resultados extraordinários, tanto em sua vida profissional quanto pessoal, emocional, espiritual, social.

Dê uma olhada ao seu redor, em seu dia a dia, nas suas ações e nos resultados e pergunte-se se está bom ou se precisa melhorar. Caso deseje melhorar em algum aspecto vamos sugerir passos para ter alto desempenho em qualquer área da sua vida:

1 – Defina metas que sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com tempo definido para serem alcançadas. Escolha a área da sua vida que esteja mais carente de ser alavancada. Caso tenha dificuldade de definir sua meta peça ajuda a um Coach ou outro profissional. Temos observado que a maioria das pessoas sabe o que não quer, mas têm dificuldade de definirem o que querem. Para estabelecer metas precisamos ter uma noção clara do que queremos nas diversas áreas da nossa vida.

2 – Entenda porque quer atingir essa meta, qual a importância dela para você. Se não for algo relevante, importante, quando começarem a surgir as dificuldades, você irá desanimar. A razão para realizar essa meta precisa ser sua, não do seu líder, chefe, amigo, pai, marido, esposa, filho. O motivo precisa ser seu, para que haja Motivação. O que vai te motivar à ação é algo que está dentro de você, por isso precisa ser relevante para você.

3 – Criar um plano alternativo, caso o plano inicial que traçou para cumprir a meta não esteja tendo resultado positivo. A grande tendência nossa é diminuir ou redimensionar a nossa meta, ao invés de buscar outros planos para cumpri-la. Pessoas que desejam alta performance definem metas importantes, sabem porque elas são importantes e as realizam, mesmo que tenham que mudar de estratégias.

4 – Substituir hábitos não produtivos ou negativos, por hábitos que tragam resultados positivos. Só há uma forma de vencer um mau hábito é com o desenvolvimento de bons hábitos. Hábito exige prática, rotina, disciplina, fazer mesmo sem vontade, fazer porque sabe que é importante para alcançar objetivos maiores. Quando temos hábitos intencionais, eles tornam-se rituais diários que nos farão mais produtivos e felizes, com sucesso.

5 - Como é comprovado que os otimistas se dão melhor na vida do que os pessimistas, vamos começar decidindo ser otimista. É decisão: olhar ao nosso redor e focar nos aspectos positivos. Mas destacamos que esse otimismo precisa ser realista, para que não venha a causar frustração. Um otimismo realista, por exemplo, não cria expectativa da realização das suas metas contando com atitudes de outras pessoas. O foco precisa ser mantido e esse foco, essa força, essa energia, deve ser em atitudes e estratégias positivas. Vamos parar de reclamar que as coisas não acontecem e vamos fazer acontecer. Preparo e percepção positiva aliada ao trabalho é sinônimo de sucesso.

6 – Para continuar em desenvolvimento, num visão sistêmica, onde eu compreendo que preciso me desfazer e refazer todos os dias é primordial que eu queira e decida ser melhor hoje do que era ontem e ser melhor amanhã do que eu sou hoje. Melhor que eu mesma, o processo de melhoria não é em relação ao outro, mas em relação a mim mesma. Algo relevante que acontece nesse processo é a aceitação de feedback das pessoas. Quem acha que não precisa melhorar ignora os feedbacks e perdem uma grande oportunidade de crescimento e de desenvolvimento.

7 - Quando sei para onde quero ir, onde desejo chegar, valorizo cada passo em direção ao alvo. Ser grato na trajetória, exercer a gratidão no dia a dia é uma das maneiras mais eficientes de sentir-se feliz, mais cheio de força e de coragem. As pessoas gratas perdoam com facilidade, as que gostam de reclamar são rancorosas. As pessoas gratas são bem humoradas e buscam soluções. As pessoas gratas utilizam os recursos que existem e fazem destes, o caminho para alcançar suas metas.

A cada dia temos a oportunidade de decidir o que faremos como faremos ou se simplesmente iremos deixar mais um dia passar e lamentarmos. A nossa vida é preciosa, presente de Deus que recebemos a cada novo dia. Vamos fazer valer a pena para nós e para as pessoas que estão ao nosso redor.

  • Pedagoga, Psicanalista Clínica, Escritora, Consultora Coach e Palestrante.
  • edileidecastro@hotmail.com/ www.edileidecastro.com /https://www.facebook.com
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Você conhece alguém depressivo?

Edileide Castro  Postado por Colunista - Edileide Castro - 23/06 05:40h
Você conhece alguém depressivo?

*Por Edileide Castro, Coach e Palestrante

Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de DEPRESSÃO, o “Mal do Século”.  Considero um  grande desafio lidar com pessoas que estão nesse processo, há tantas dúvidas e falta de conhecimento sobre a doença. Faremos uma reflexão sobre este mundo, por vezes “negro” , cheio de “sombras” onde há acima de tudo a dificuldade do enxergar o que é invisível: a dor dilacerante, sem causa ou motivo aparente. Há alguns casos de depressão após um trauma, como a morte de um ente querido, separação, mas há casos onde não há aparente situação que explique. Em todo caso, carecem de ajuda.

Uma das experiências mais difíceis para um ser humano é sentir seu interior sangrar, uma sangria diária que vai minando as forças e quando menos se percebe a pessoa está quase ou totalmente impossibilitada de sair sozinha da cama ou de dentro da sua casa. E tudo isso passa desapercebido por quem está ao seu redor.

A depressão mata lentamente.  Além do matar físico, ela mata os sonhos, a alegria, a vontade de viver, cria uma barreira social pelo isolamento, desencadeia um sistema de autodefesa através da agressividade, perca de desejo de realizar coisas que antes gostava, conversas são diminuídas, há choros sem causa aparente, o afastamento das pessoas é inevitável.  O que menos deseja acontece: a solidão. O maior medo do deprimido é ficar só. Mas seus comportamentos corroboram para esta solidão. Quem gosta de ficar perto de alguém desanimado, triste, pessimista, e que não vê ‘graça em nada’? Mesmo as pessoas mais próximas vão se afastando, mesmo inconscientemente. É preciso, de fora, ter um olhar diferenciado.

O que faria se visse alguém próximo com uma perna quebrada, com fratura exposta depois de uma queda? Diria pra ela levantar-se e andar? Deixaria a pessoa sozinha e diria pra ela buscar ajuda? Dependendo do nível de aproximação, além de prestar os primeiros socorros, ainda estará junto com essa pessoa providenciando algum especialista da área, normalmente um ortopedista.  Esse exemplo mostra o perigo da  depressão, justamente porque há uma fratura exposta na alma, impossibilitando algumas ações ou reações, mas que isso é desconsiderado pelas pessoas ao redor. É a doença da solidão, do isolamento, e, por fim, da ausência de amparo. Muitas pessoas deprimidas são abandonadas ou ignoradas por seus familiares, cônjuges e amigos quando mais precisam de conforto e ajuda

 A essa altura você deve estar pensando em alguém. E pergunta-se: o que fazer então quando tenho próximo a mim alguém que pode estar depressivo? Segue algumas sugestões:

1 – Demonstre amor, compaixão. Qualquer pessoa doente carece de amor e cuidado.

2 – Busque aproximar-se e ouvir a pessoa, mesmo que seja o ouvir no silêncio.  Dependendo do nível da Depressão, pode ser aplacada com boas conversas informais de um amigo.

3 – Busque ajuda de profissionais da área emocional e um médico especialista, no caso da depressão, o Psiquiatra.

4 – Acompanhe a pessoa aos profissionais, especialmente no início, quando ela não quer fazer nada.

5 – Acompanhe o uso correto da medicação, se for o caso. Acompanhe o horário da terapia, se for o caso. Eles tendem a boicotar.

6 – Fale com a pessoa pessoalmente, ou por telefone todos os dias.

7 – Promova alguma atividade física para fazerem juntos. O depressivo diz não querer fazer nada, nem se divertir, porque o ‘querer’ dele está doente. As atividades físicas são muito importantes para produção de serotonina, por exemplo.

8 – Pare de cobrança, como “Reaja”, “Deixa de preguiça”, “Deixa de frescura”, “Você não tem motivo pra ta assim” ...e descubra o que estimula a ação e o ânimo. Existe uma âncora positiva que precisa ser descoberta. Isso leva tempo e amor. Exemplo, descubra um assunto que anime a pessoa e converse sobre isso várias vezes. Assim, vai-se criando caminhos neurais de respostas positivas.

9 -  Busque dar apoio no aspecto espiritual, sem demonizar. Assim como em outra doença qualquer, a fé é muito importante para vencer os desafios. Conheci religiosos que diziam que depressão era falta de fé, que não precisava tomar remédio nem terapia, e que tiveram mudar seus conceitos após suicídio de pessoas próximas que lutavam contra depressão, aconselhadas a fugir de médico e terapeutas. Enganos fatais.

10 – Cuide-se!  Parafraseando Paulo: “Quem está de pé, cuide-se para que não caia também. Vamos cuidar do nosso corpo, alma e espírito.” Esta é  grande fórmula para evitarmos a depressão!

  • Pedagoga, Psicanalista Clínica, Escritora, Consultora Coach e Palestrante.
  • edileidecastro@hotmail.com/ www.edileidecastro.com /https://www.facebook.com
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Dicas para manter uma alimentação saudável nas festas juninas

Edilson Andrade Neiva  Postado por Colunista - Edilson Andrade Neiva - 12/06 08:50h
Dicas para manter uma alimentação saudável nas festas juninas

As festas juninas reúnem uma série de tentações gastronômicas, como milho verde, pamonha, canjica, pé de moleque e quentão. Em meio a tantas delícias, fica difícil escolher os melhores alimentos e evitar abusos, não é mesmo?

São comuns casos de infecções intestinais e intoxicações provocadas por bactérias que proliferam nos alimentos estragados nesta época do ano. Para evitar contaminações, é importante observar as condições de higiene e limpeza do local, conservação dos alimentos, temperatura ambiente e o prazo de validade dos quitutes. “Todo cuidado é pouco com as comidas juninas porque os ingredientes, em geral, são perecíveis. A pamonha e a canjica, por exemplo, devem ser consumidas no mesmo dia do preparo”,

1. Cuidado com a quantidade ingerida

Os alimentos de festa junina geralmente são muito calóricos. Por isso, não vá com muita fome. Faça um lanche antes de sair de casa

2. Não abuse do quentão e do vinho quente

O álcool também apresenta muitas calorias e deve ser consumido com bastante moderação, especialmente nas receitas que contém açúcar.

3. Compense as calorias extras

Se na festa houver algum exagero, não deixe de retomar o controle alimentar nas refeições seguintes.

  • Nutricionista: Dr. Edilson Andrade Neiva - Graduado em Nutrição, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
  • - Pós-graduando em Nutrição Esportiva/Diretor da Clínica Nutrislim
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Quais os riscos do excesso de sódio (sal) para a saúde

Edilson Andrade Neiva  Postado por Colunista - Edilson Andrade Neiva - 20/04 05:32h
Quais os riscos do excesso de sódio (sal) para a saúde

Você costuma observar a quantidade de sódio ao escolher um alimento no supermercado? Veja os riscos do consumo de sódio em excesso e veja também dicas de como reduzir a quantidade ingerida diariamente de sódio.

Sódio

É uma molécula que age junto com o mineral potássio para regular pressão e manter o equilíbrio do nosso organismo, além de ser importante para a transmissão dos impulsos nervosos e o estímulo muscular. É encontrado nos alimentos na forma de cloreto de sódio, o sal de cozinha.

Riscos do consumo de sódio em exceso:

  • 1) Hipertensão (pressão alta), que é fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como:
  • * Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • * Infarto do Miocárdio
  • * Aneurisma
  • * Hipertrofia do ventrículo esquerdo
  • * Doenças neurologias (demência, alzheimer, entre outras)
  • * Insuficiência renal Crônica
  • * Insuficiência cardíaca
  • * Doenças respiratórias (Asma)

2) Retenção de líquidos, que causa a sensação de inchaço podendo provocar uma variação no peso do indivíduo, principalmente em mulheres na época da TPM e no período menstrual.

Quantidade diária

Segunda a sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), é recomendado para adultos, com ingestão de aproximadamente 2.000 kcal/dia, cerca de 2.300 mg de cloreto de sódio. O sal de cozinha é composto por aproximadamente de 40% de sódio. Então 1g de sal de cozinha tem 400mg de sódio. Com isso, um individuo adulto pode consumir menos de 6g de sal por dia. Em medidas caseira, representa uma colher de chá.

Cinco dicas para reduzir o consumo de sódio

- Cozinhe com pouco sal ou sem sal

- Prepare os alimentos com temperos que não tenham sódio como: manjericão, folhas de louro, curry, alho, gengibre, orégano, pimenta e hortelã.

- Retire o sal da mesa e experimente sua refeição antes de adicionar o sal

- Leia os rótulos atentamente, verifique o teor de sódio e escolha aqueles com baixo teor. Alimentos industrializados, em geral, tem muito sódio em sua composição

- Alimentos preparados em salmoura, como conservas, devem ser evitados ou não consumidos. Carnes salgadas ou defumadas assim como salsichas, embutidos, presuntos, queijos processados, condimentos, cubos de caldo de carnes, molho de soja, ketchup e mostardas em geral apresentam em sua composição alto teor de sódio e devem se consumidos com moderação ou evitados.

Obs: Procure um nutricionista para uma avaliação mais completa da sua alimentação.

  • Nutricionista: Dr. Edilson Andrade Neiva - Graduado em Nutrição, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
  • - Pós-graduando em Nutrição Esportiva/Diretor da Clínica Nutrislim
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