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Pr. Ely Lourenço

A DOR É A MESMA

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 06/09 22:43h
A DOR É A MESMA

Ninguém gosta de perder. De perder nada. Investimos em segurança para proteger nosso patrimônio. A casa, o carro e tantos outros bens. Pagamos caro para protegê-los. Sacrificamo-nos para adquiri-los e fazemos de tudo para não perdê-los, mas mesmo assim, ninguém está livre de perdas. Perder coisas que foram conquistadas com suor e lágrimas, dói. Mas as coisas vêm e vão, mas nada dói tanto quanto a perda de uma pessoa querida. Perde-la por causa de uma enfermidade, dói. É doloroso perdê-la no acidente automobilístico, mas essa dor se agiganta quando a perda é provocada pela ação de um assassino. E essa dor alcança dimensões imensuráveis quando o autor do delito só pode ser condenado, se for, à pena máxima de três anos de reclusão.

Entretanto, para quem perde um ente querido para a bandidagem, não importa se o criminoso é de maior idade ou um adolescente, com certeza, a dor é a mesma. Partindo desse princípio, a condenação de um menor homicida à pena máxima de três anos de reclusão, isso mesmo, três anos apenas, é desproporcional ao dano causado. É mais desproporcional, ainda, se levarmos em conta que um adulto pode ser condenado a até trinta anos de cadeia, pela mesma infração.

Quando consideramos que a pena é “a sanção imposta pelo Estado através de ação penal, ao criminoso, cuja finalidade é a retribuição ao delito perpetrado e a prevenção a novos crimes” (GULHERME DE SOUZA NUCCI. Manual de Direito Penal, p. 378, 2ª ed. São Paulo), no que se refere ao aspecto retributivo da pena, a pena estipulada pelo ECA para os homicidas menores fica muito distante do exercício de sua função retributiva. Dessa forma, a pena deve ser proporcional à gravidade do delito praticado. Uma mulher que geme sua viuvez por ter perdido seu marido para a criminalidade, não faz diferença se o criminoso é maior ou menor, a dor é a mesma. A criança que sofre a orfandade por ter seu pai sido assassinado, não importa se o assassino é maior ou menor, a dor é a mesma. 

ELY LOURENÇO DA SILVA - pastor batista 

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A Bíblia e as minorias

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 19/03 23:49h
A Bíblia e as minorias

Na Bíblia não encontramos nenhuma referência a cuidados especiais com as minorias. Minorias como negros, homossexuais, prostitutas, e tantas outras. Aliás, depois da criação da Lei de Cotas o número de negros, que eram minorias, cresceu assustadoramente. A julgar pelo que querem alguns de seus líderes, os homossexuais já não são tão minoria assim.

Mas a Bíblia não está tão preocupada com as minorias. A Palavra de Deus desafia o cristão a revelar simpatia para com a causa da maioria. A promover o bem-estar da maioria. Essa maioria que sofre. Que é vítima da indiferença e da discriminação. Essa maioria que não tem seus direitos respeitados. Essa maioria que engrossa as filas à procura de saúde, de emprego, de pão. Com essa maioria a Bíblia se preocupa, e desafia cada cristão a ser sensível ao seu sofrimento. Refiro-me à maioria formada pelos pobres. Sejam eles brancos ou pretos, heterossexuais ou homossexuais, evangélicos ou budistas, adolescentes ou idosos, homens ou mulheres. O pobre sofre e com ele a Bíblia se preocupa. Sofre, muitas vezes, por não ter o básico para o seu sustento. Sofre, e como sofre, por não lhe ser garantido o direito à justiça. Num litigio entre um pobre e um rico, quem você acha que vai ser favorecido pela justiça? Quem? Se respondeu o rico, acertou. Antes da delegacia da mulher e do estatuto do idoso, deveríamos ter o estatuto e a delegacia do pobre.

Em nosso país 50 milhões de brasileiros vivem na pobreza; desses, 22 milhões são indigentes, isto é, nem comida têm. Dos 14 milhões de baianos, 2.400 mil vivem na miséria, é o que nos diz o censo do IBGE de 2010. Com esses a Bíblia se preocupa. “O que tapa os seus ouvidos ao clamor do pobre, também clamará e não será ouvido” (Pv. 21:13). O salmista Davi tinha plena convicção a respeito do favor divino para com aqueles que são sensíveis às carências dos pobres. “Bem-aventurado é aquele que atende ao clamor do pobre; o Senhor o livrará no dia do mal” (Salmo 41:1). Mas é o profeta Ezequiel que aponta uma das causas da destruição de Sodoma: “Eis que esta foi a maldade de Sodoma, tua irmã; soberba, fartura de pão e abundancia de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca esforçou a mão do pobre e necessitado” (Ez. 16:49).

Aos pobres a Bíblia dedica uma atenção especial, porque além das causas gerais que levam o homem ao sofrimento, o pobre sofre por ser pobre. E como sofre o pobre.

Essa deve ser a visão do cristão.

Colunista: Pr. Ely Lourenço da Silva // Pastor da Igreja Batista Betânia e Psicanalista

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Não Custa Nada

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 04/06 23:51h
Não Custa Nada

Quando o Brasil ainda não tinha se recuperado do pesadelo provocado pela barbaridade praticada contra quatro meninas no Piauí, o que culminou com a morte de uma delas, nossos meios de comunicação voltam a deixar a Nação estarrecida, com a cobertura do episódio em que uma menina de 16 anos foi vítima de um estupro coletivo, no Rio de Janeiro. E essas meninas integram uma legião de 50.000 mulheres que são molestadas sexualmente, a cada ano, no Brasil. A repercussão do crime no Rio foi de tal monta, que a barbárie foi notícia no mundo inteiro. A própria ONO se pronunciou a respeito.

Os órgãos de defesa da mulher têm manifestado sua indignação contra aqueles que creditam ao comportamento de algumas jovens, a prática desse ato criminoso. É como se a culpa fosse jogada sobre a vítima. Mas não custa nada se as mulheres forem mais cuidadosas quanto ao uso de suas vestimentas. O objetivo da roupa é embelezar quem a usa e cobrir algumas partes do corpo. Não custa nada. Se a Lei Maria da Penha não está inibindo a violência contra as mulheres, não custa nada evitar andar sozinha por lugares ermos e escuros. Se as Delegacias da Mulher, espalhadas pelo Brasil, não estão garantindo o direito à liberdade, não custa nada pensar duas vezes, antes de se jogar na garupa da primeira moto que aparecer, mesmo que o condutor seja simpático e dono de um sorriso atraente.

A essa altura, as mulheres podem estar questionando: E o “direito de ir e vir”? E o “direito de me vestir como eu quiser”? Eu diria que são direitos absolutamente legítimos, mas eles apontam para o que é ideal, e a realidade é tristemente diferente. Anualmente, no país, mais de 50.000 mulheres são abusadas sexualmente e quase 5.000 são assassinadas. E a Lei Maria da Penha, os Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres, as Delegacias das Mulheres e tantos outros órgãos que supostamente existem para garantir a segurança das mulheres, não têm conseguido alterar esses números assombrosos. Temos que lutar pelo ideal, mas precisamos nos capacitar para enfrentar a realidade. E a realidade está bem distante do ideal. É constrangedor a pessoa não poder ser ela mesma em sua plenitude, mas é a vida que está em jogo.

Não custa nada!

Colunista: Pr. Ely Lourenço da Silva // Pastor da Igreja Batista Betânia e Psicanalista

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Efeitos colaterais do bolsa família

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 16/11 16:12h
Efeitos colaterais do bolsa família

Entre os programas de inclusão social do Governo Federal, sem dúvida alguma se destaca o Bolsa Família. É inegável o benefício que o Programa trouxe para muitos brasileiros. Segundo a própria Presidente, 14 milhões de famílias, o que corresponde a 56 milhões de pessoas estão sendo assistidas pelo Bolsa. É uma ajuda considerável. Para quem não tinha nada, R$100,00; R$200,00 reais ou coisa que o valha, fazem uma grande diferença. Com o auxílio, as pessoas estão podendo adquirir alguns bens, estão podendo se alimentar melhor, já podem até comprar alguma vestimenta, e podem conseguir coisas que sem a ajuda governamental, nem sonhar com elas podiam. Entretanto, como qualquer medicamento, o Bolsa Família tem seus efeitos colaterais.

Efeito colateral é aquele efeito diferente daquele considerado principal por um fármaco. Por exemplo, medicamentos indicados no tratamento de portadores do HIV, proporcionam uma melhor qualidade de vida ao paciente (efeito principal), porém, podem causar alguns efeitos colaterais, como: diarreia, vômitos, náuseas, entre outros.

O bolsa família tem efeitos colaterais devastadores. A própria presidente, em sua campanha eleitoral, semeou o terror no meio dos bolsistas, insinuando que se outro candidato que não ela fosse eleito, o Programa seria extinto. Com esse discurso, a presidente golpeou mortalmente a candidatura de Marina Silva. E ao espalhar o pânico, a candidata à reeleição conquistou o voto dos bolsistas, não como resultado de uma escolha consciente, mas como fruto do medo de perder o benefício. Quer dizer, ofereceu-lhes R$100,00; R$200,00 reais, mas tomou-lhes o brio, a dignidade, a alma. Que ânimo terão os bolsistas para clamar por educação, mais saúde, segurança, decência na gestão pública, se estão com medo de perder o benefício? Que importa que a corrupção reine, se seu benefício está garantido?

Sonhamos com o dia quando, ao invés de alardear que 14 milhões de famílias são beneficiadas pelo Bolsa, o Governo possa dizer que esse número foi reduzido porque muitos, antes dependentes, hoje estão empregados, ganhando o seu sustento com o suor do próprio rosto. E só então esses brasileiros serão livres.

Colunista: Pr. Ely Lourenço da Silva // Pastor da Igreja Batista Betânia e Psicanalista

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Repressão

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 26/10 21:11h
Repressão

(*) Colunista Pr. Ely Lourenço

 Depois do golpe de 1964, quando os militares impuseram um regime didatorial no Brasil, interferindo nos direitos individuais, uma geração inteira ficou traumatizada pela palavra repressão. Falar em repressão hoje no Brasil, soa como se convidar o humorista Ari Toledo para um programa direcionado ao público infantil. Nem pensar. No Brasil de hoje é proibido reprimir. A repressão passou a ser entendida como uma excrescência do regime militar. E por isso somos obrigados a aceitar tudo. Nada de repressão. Não se reprime o desvio de verbas públicas; não se reprime a corrupção nas diversas áreas, desde a política à religiosa. Não se reprime os assaltos, os homicídios, a prostituição, o uso de drogas... Afinal de contas vivemos num país onde se respira democracia. Para muitos, só podemos gritar “viva a democracia” se pudermos com a mesma liberdade gritar “viva a bagunça”, “viva a violência”, “viva o vandalismo”, “viva a interdição da via pública”, e por aí vai. Com medo de reprimir o espírito arruaceiro de poucos, nossas autoridades terminam negando a muitos o legítimo direito de “ir e vir”. Além do mais, nega-se à polícia o direito e o dever de reprimir o vandalismo, conferindo-se aos vândalos o estranho direito de ofender, agredir e humilhar os nossos policiais. Na madrugada do dia 08 de outubro, no Rio de Janeiro, aproveitando-se de uma manifestação dos professores, arruaceiros depredaram agências bancárias, incendiaram ônibus e picharam o prédio da Câmara de Vereadores. Quem vai assumir os prejuízos? Seria alguma injustiça cobrar desses vândalos o ressarcimento dos prejuízos? Ah, cadeias para eles? Não, nada disso! Por que, além de tudo ainda teríamos que gastar com comida e hospedagem para esses vândalos? Será que o despertar da bagunça, da violência, do vandalismo, da depredação dos bens alheios, do desrespeito às autoridades é uma resposta ao grito de ACORDA, BRASIL? Se esse é o caso, VAI DORMIR, BRASIL!

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Adeus, Champignon!

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 02/09 17:36h
Adeus, Champignon!

(*) Colunista Pr. Ely Lourenço

Luiz Carlos Duarte Júnior, o Champignon, como era popularmente conhecido, foi encontrado morto na madrugada de 09 de setembro, segunda-feira, no apartamento onde morava com sua esposa, em São Paulo. Cláudia Campos, que está grávida de 05 meses, disse que após chegarem de um restaurante, onde jantaram, o músico se recolheu em um quarto onde morreu. Cláudia ouviu o estampido de uma arma de fogo, e quando foi ao quarto, encontrou o marido caído numa poça de sangue. Embora as investigações ainda não tenham sido concluídas, tudo aponta para suicídio. Champignon teria se suicidado com um tiro no rosto disparado por uma pistola calibre 380. A morte é sempre dolorosa, e mais ainda, quando provocada pela própria vítima.

 Algumas tragédias acompanharam Champignon ultimamente. Neste ano, o músico da Banda Charlie Brown Júnior perdeu, de forma trágica, dois colegas de Banda: Chorão (overdose de cocaína) e Peu Souza (suicídio). No dia 06 de maio Champignon deu um depoimento ao Portal de Notícias G1, quando fez referência à morte dos dois companheiros: “Os dois perderam a fé, e quando se perde a fé, perde-se também a vontade de viver”, disse. Teria ele também perdido a fé? Não me compete fazer tal julgamento, mas posso garantir que seu fim teria sido bem diferente se tivesse seguido o exemplo do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé” (II Tm 4:7). Não posso dizer que o músico perdeu a fé, mas com certeza não “completou a carreira”. De tudo isso uma lição ficou bem clara para todos nós: viver sem fé em Deus é muito difícil, diria até que é impossível.

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Que venha os cubanos

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 23/08 13:56h
Que venha os cubanos
(*) Colunista Pr. Ely Lourenço
Criado pela Medida Provisória nº 621/2013, de 08 de julho de 2013, o Programa Mais Médicos foi recebido com uma série de críticas oriundas, principalmente, de entidades médicas como Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira. O Programa visa a beneficiar exclusivamente os brasileiros que dependem do SUS, deixando a impressão de que nossas clínicas particulares e planos de saúde estão prestando um serviço de excelência. Parece até que nos fins de semana e feriados nosso povo não fica quase que absolutamente desassistido. Temos observado, ainda de madrugada, à frente de clínicas particulares, debaixo de frio e chuva, sentados na calçada ou escorados na parede, pessoas doentes, muitas delas idosas, na “pior idade”, à espera de uma ficha que lhes garanta atendimento médico. Tem que ser assim? O atendimento não pode ser mais humano? Na verdade, há uma carência de médicos no Brasil. Temos 1,8 médicos para cada mil pessoas. Menos que na Argentina, quase a metade do que existe no Uruguai. Na Áustria, são 4,8 médicos para cada mil habitantes. Na Suíça são 4 e 3,8 na Itália. A questão se torna mais grave quando se verifica que há uma distribuição desigual desses profissionais entre as regiões brasileiras. A média nacional é de 1,8 médicos para cada mil habitantes, mas no estado do Maranhão, dos Sarney, não chega a 0,7, bem menos que a metade. No estado do Espírito Santo a média é 2,1. Na capital, Vitória, passa de 10. A distribuição de médicos acompanha o mesmo modelo da distribuição de renda no País. A riqueza brasileira está concentrada em algumas regiões.
 Alguns equívocos identificados no Programa motivaram a mobilização da classe médica. A isenção da prova de revalidação é um deles. Os médicos, como uma classe organizada, têm quem grite por eles, pelos seus direitos. Mas quem vai gritar em favor das populações ribeirinhas da Amazônia? Quem vai gritar pelos sertanejos nordestinos, vitimados por uma desassistência desumana? Quem vai se manifestar em benefício dos moradores da periferia dos grandes centros urbanos? A questão requer soluções urgentes. Precisamos pensar a saúde com medidas a longo prazo, mas é indispensável que tomemos decisões emergenciais. E é aqui que entra o Programa Mais Médicos. Na atual situação, “dar a vara para pescar” não resolve, pois quem está com fome precisa mesmo é do peixe, de preferência já cozido. Se o Programa Mais Médicos vai contribuir para que alguns profissionais avaliem a qualidade dos serviços que estão oferecendo à população; se o Programa vai viabilizar a presença de médicos em cidades do interior do Amazonas ou no sertão nordestino; se o Programa vai minorar o sofrimento dos que vivem na periferia das grandes cidades; se o “Mais Médicos” vai tentar pagar uma dívida que o Estado tem para com aqueles que não têm voz nem vez, então, QUE VENHAM OS CUBANOS.
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O copo d'água e o governador

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 15/07 08:23h
O copo d'água e o governador

(*) Colunista Pr. Ely Lourenço

Nas comemorações do Dois de Julho, em Salvador, além do desfile tradicional pelo centro da cidade, e dos protestos costumeiros liderados por grupos organizados, a festa que comemora a expulsão das tropas portuguesas do território baiano, contou, este ano, com a “brilhante” participação da professora Michele Perrone. Michele, 34 anos, que devia ser professora de ‘tiro ao alvo’, tentou agredir o governador Jaques Wagner com um copo d’água, acertando em um de seus seguranças. E uma festa que devia se tornar conhecida pelo seu elevado espírito cívico, ocupou grande espaço na mídia pelo gesto inusitado da professora.

Tanto a atitude da mestra quanto a reação do governador causaram estranheza. Sobre a professora, inquieta-nos saber que é a educadores dessa estirpe que estamos confiando nossos filhos. Se uma pessoa revela tamanho desrespeito para com uma autoridade constituída, conduzida ao poder pela esmagadora maioria dos baianos, que tratamento pode cobrar de seus alunos na sala de aula? Com que cara vai olhar para seus alunos e lhes pedir respeito? No momento em que atirou um copo d’água no governador, jogou pela janela sua autoridade como professora, sua qualificação como educadora, além de se revelar desprovida dos mais elementares princípios de educação. Na Bíblia lê-se que “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). Esta é uma lei universal: a lei da semeadura. Não faltarão alunos que façam germinar na sala de aula, uma semente que foi plantada em praça pública. A professora atingida por uma lixeira que o diga. Foi muito triste se perceber a conivência de grande parte do público.

Entretanto, mais lamentável ainda foi a reação de nossas autoridades. A “atiradora de copos” foi tratada como se não tivesse praticado nada condenável. Alguns elogiaram a passividade do governador, vendo nela, um gesto democrático, como se a democracia garantisse à professora a liberdade para agredir, mas negasse ao governador o direito de reagir. Mas não é por aí. Conhecemos a história do governador na sua luta pela democracia, mas sua passividade no episódio do Dois de Julho, mais do que espírito democrático, revela perda de autoridade. Nossos líderes detêm a força legal para reprimir a violência, mas perderam a força moral. Perderam-na no momento em que se aliaram a mensaleiros condenados pela justiça. Perderam-na ao levarem à presidência do Senado um homem sobre o qual pesam graves acusações. O que dá respaldo à força legal é a força moral, e esta desceu pelo ralo. Só quando recuperarmos a força moral, poderemos reprimir a violência usando a força legal. Enquanto não, que joguem os copos.

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O QUEBRA-QUEBRA

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 07/07 06:10h
O QUEBRA-QUEBRA

(*) Colunista Pr. Ely Lourenço

De repente o povo acordou e os brasileiros ocuparam as ruas. Inspirados no Movimento Passe Livre, nascido há dez anos, em Florianópolois, o movimento renasceu em São Paulo, regado e adubado pelo aumento das tarifas do transporte coletivo. Sem ter a menor ideia das proporções que podiam ser alcançadas pelo movimento, a Presidente Dilma Rousseff se limitava a fazer declarações “politicamente corretas”: “As manifestações populares são próprias da democracia”. “Precisamos ouvir a voz das ruas”. Pura balela! A presidente e sua turma não estão nem aí para a voz das ruas. Se quisessem ouvir a voz das ruas, bastavam olhar para o inferno que é nosso transporte coletivo: homens e mulheres se acotovelando em ônibus e vagões como se fossem animais levados para o matadouro; se a presidente, realmente, quisesse ouvir a voz das ruas, bastava, disfarçadamente, tentar marcar uma cirurgia pelo SUS; se nossa presidente estivesse interessada em ouvir a voz das ruas, bastava dar uma voltinha pelas avenidas de nossas capitais, sem o aparato policial que habitualmente a acompanha; se quisesse ouvir a voz das ruas, bastava visitar uma escola pública e pedir a um aluno de 4ª série que fizesse a leitura de um texto. Não precisava ser um texto científico, muito menos em língua estrangeira. Seria suficiente um texto simples na língua pátria. Se nossa presidente quisesse, de fato, ouvir a voz das ruas, bastava simular a necessidade de atendimento em nossos serviços de emergência. Não! Nossas autoridades já ouviram suficientemente a voz das ruas. Ouviram, mas não quiseram ouvir, continuaram indiferentes ao sofrimento do povo, insensíveis à dor alheia. 

O alvoroço que assustou a classe política no mês de junho não foi provocado pela voz das ruas, mas sim, pelo barulho do quebra-quebra. Nossos líderes estão perdendo a sensibilidade. Sabiam que 150 pessoas são assassinadas diariamente neste país; sabiam que milhares de brasileiros que concluíram o ensino médio continuam analfabetos; sabiam que milhões de trabalhadores, para chegarem ao seu trabalho, são obrigados a se espremerem nos nossos transportes de massa. E tudo isso acontece à luz do dia. Mas a voz sofrida e pacífica do nosso povo não era entendida pelas nossas autoridades. O quebra-quebra foi um mal necessário. Antes dele, nossos governantes não enxergaram a menor possibilidade de evitar o aumento do preço das passagens. Depois dele, tudo foi possível.

 Não temos ainda muito o que comemorar. Só o tempo vai nos dizer se tudo isso valeu a pena. Precisamos de tempo, não muito, um ano e poucos meses. O movimento continua, mas são as eleições de 2014 que vão nos dizer se os protestos de 2013 foram mesmo pra valer. E aí, só então, podemos sonhar com um Brasil melhor.

 Vamos esperar!

 

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E eu paguei por isso!

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 09/06 18:26h
E eu paguei por isso!

(*) Colunista Pr. Ely Lourenço

No dia dois de junho a cantora baiana Daniela Mercury participou da “parada gay” em São Paulo. Até aí, nada de anormal, é um direito dela. Só que o Estado da Bahia gastou R$ 120.000,00 com a viagem da cantora. Daniela tem todo direito de participar de qualquer evento, da mesma forma que tem o dever de pagar por isso. Tem todo o dever de ir por sua própria conta, como por sua própria conta foram tantas outras pessoas simpatizantes da causa, bem mais pobres do que ela. Mas a Bahia que não tem dinheiro para pagar um salário digno aos professores, aos policiais, aos médicos, aos funcionários de um modo geral, tem dinheiro de sobra para que a senhora Daniela Mercury possa participar da “parada” do dia 02 de junho.

Um Estado que está perdendo a guerra contra a bandidagem – foram 5.589 homicídios em 2012, mais do que em São Paulo, que tem uma população quase três vezes maior que a baiana. Um Estado onde vivem mais de 1,5 milhão de pessoas acima de 15 anos que não sabem ler nem escrever. Estão na Bahia 12% dos analfabetos do Brasil. Um Estado onde o sistema público de saúde revela toda a sua ineficiência, através de seres humanos amontoados pelos corredores hospitalares à espera de um médico. E em muitos casos a morte chega bem primeiro que o médico. Um Estado onde a saúde só vai bem na voz de algumas autoridades. Pois bem, foi esse Estado, que se encontra nesse estado, que bancou a participação de uma representante na “parada gay” paulista.

Não! Não tenho nada contra a ida da cantora à “parada gay”. Nem faço coro com aqueles que dizem que ela deveria ter ficado por lá. Não, pois “ir e vir” é um direito constitucional de cada brasileiro. O que eu não aceito e não sou obrigado a aceitar, é que eu tenha que pagar por isso. Não só eu. Eu, você e todos os contribuintes. Contribuintes que são penalizados com uma carga tributária escorchante, na esperança de verem algum retorno em forma de segurança, saúde e educação. Mas o que vemos é o direito de “ir e vir” negado ao cidadão comum; o que vemos são cidadãos morrendo na fila de espera por um simples exame; o que vemos é a educação na UTI e a cantora Daniela Mercury viajando às custas do Erário.

Viajar para onde quiser é um direito de qualquer cidadão, mas no caso da baiana, o pior, o pior de tudo é que eu paguei por isso.

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De Lixeira em Lixeira...

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 28/03 12:01h
De Lixeira em Lixeira...

(*) Colunista Pr. Ely Lourenço

Maria de Fátima dos Santos ensina Sociologia e Filosofia na Escola Estadual Zilton Bicudo em Franco da Rocha, São Paulo. Como profissional da educação tem revelado muito zelo pela carreira que abraçou. Os míseros salários e a violência nas escolas estimulada pelo Estatuto da Criança não conseguem arrefecer o entusiasmo de Fátima, pela profissão. Fátima é professora por vocação e optou pelo magistério com muita convicção. Entretanto, no dia 25 de março, quando se preparava para iniciar a aula, os alunos apagaram a luz e um deles arremeçou uma lixeira contra a mestra, atingindo-a no rosto.

Qual a resposta da Escola a este ato de vandalismo? Até pouco tempo atrás existia nas escolas a figura de um profissional que respondia pelo nome de diretor, a quem cabia tomar as providências em situações como esta. No caso da lixeira a direção vai convocar o Conselho da Escola para decidir o que fazer. O delinquente pode ser punido ‘severamente’ “até mesmo com uma transferência para outra escola”.Mas que culpa tem a outra escola? Com a transferência não se estará punindo o agressor, e sim, a outra escola, que sem nenhuma culpa na questão, será obrigada a integrar um vândalo ao seu corpo discente. Essa transferência não é punição, talvez até, seja uma promoção. Que tal puni-lo com a obrigação de limpar a escola durante alguns dias? Um mês era suficiente, porque de lixo ele entende bem mais do que de livros.  A professora Fátima, que se recupera de graves lesões no rosto, disse que está ansiosa pra retornar à sala de aula. E o agressor? Bem, o agressor, de escola em escola, e de lixeira em lixeira, logo será graduado em vandalismo. É nessa direção que caminha a nossa educação!

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Tá tudo invertido

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 13/11 16:46h

(*) Colunista Pr. Ely Lourenço

Já passou do suportável ouvirmos, repetidas vezes, de nossas autoridades: ‘’Se for assaltado, entregue tudo, não reaja, senão é pior para você’’. E esse pior quase sempre significa morte. Se acontecer a pior vítima, a culpa é sua, isto é, da própria vítima que não seguiu as instruções daqueles que têm a obrigação de proteger os cidadãos. E o malfeitor segue sua senda criminosa, reconhecendo como seu o ‘’direito’’ de assassinar aqueles que se negarem a abrir mão dos seus pertences. Os papéis, em nossa sociedade, estão invertidos. Estamos passando a ideia de que é mais abominável reagir a um assalto do que praticá-lo.

Nessa mesma linha de criminalidade, está despertando a atenção de todos os crescentes números de mulheres assassinadas, quase sempre por pessoas próximas. Umas morreram porque denunciaram os maus tratos de que estavam sendo vítimas da parte de seus próprios companheiros. Tinham que apanhar caladas; outras foram assassinadas porque decidiram pôr fim a um relacionamento sem futuro nenhum; outras, ainda, foram assassinadas pelo simples fato de não aceitarem ser tratadas como propriedade de um homem. Pelo que temos ouvido a  respeito daqueles que reagem a assaltos, não nos será surpresa se logo, as mulheres que estão sendo vítimas de violência, estiverem recebendo esses sábios conselhos de nossas autoridades: “Se espancadas não denunciem, é pior pra vocês”. Ou então, essa pérola: “mesmo que estejam sendo humilhadas por seus companheiros, não os abandonem, pode ser pior pra vocês”.

Ora, caros leitores, que conselhos os assaltantes e os maridos truculentos estão recebendo? Eles sim precisam ouvir das autoridades: “Não assaltem, que é pior pra vocês. Neste país tem lei, neste país tem autoridade”.  Precisam ouvir e acreditar nisso. Precisam saber e acreditar que se assaltarem, com reação ou sem reação, enfrentará o rigor da justiça. Os maridos ou companheiros, por outro lado, precisam ouvir das autoridades: “Não espanquem, não maltratem, não humilhem, porque senão é pior para vocês”. Em muitos casos, o pior para aquela mulher que denunciou o companheiro, ou aquele trabalhador que reagiu a um assalto, foi a morte. Mas qual seria o “pior” para aquele marido que espancou a esposa, ou para aquele indivíduo que, com requinte de crueldade, praticou um assalto? Está tudo invertido. Precisamos colocar as coisas nos seus devidos lugares! 



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O ser humano em baixa

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 02/05 16:33h

(*) Pastor Ely Lourenço

No início do ano o Grupo Gay da Bahia fez sérias críticas às autoridades governamentais do Estado, acusando-as de omissas no combate à homofobia. A revolta do GGB foi motivada pela constatação, segundo seus diretores, de que, àquela altura do ano (meados de janeiro), seis homossexuais haviam sido assassinados na Bahia. A resposta da Polícia veio rápida. Segundo sua assessoria de impressa, “dos casos citados pelo GGB, a maioria teve como motivação o envolvimento com drogas”.

No final de semana seguinte às reclamações do GGB, 38 pessoas foram assassinadas só na Região Metropolitana de Salvador, e isso só num final de semana. Não temos informações a respeito da orientação sexual dessas vítimas, não sabemos qual a cor de sua pele, nem mesmo que religião professavam, mas sabemos que eram gente, pessoas, seres humanos. E isso é o bastante para que outros seres humanos revelem sua indignação. Mas nenhuma organização protestou contra tamanha violência. As autoridades policiais também não deram nenhuma satisfação aos familiares das vítimas. É que o ser humano está em baixa.

 O valor do ser humano está na sua origem: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou” (Gn 1:27). Deus concluiu a criação, criando o homem: gente, pessoa, ser humano. Antes de ser preto ou branco, cigano ou índio, homo ou heterossexual, evangélico ou católico, o indivíduo é gente, é uma pessoa, é um ser humano. É nessa verdade que reside o seu valor. A orientação sexual, a cor da pele ou a confissão religiosa não tornam ninguém mais ou menos ser humano do que ninguém. Todos somos igualmente seres humanos, e como tais, dignos de ser tratado com equidade.

 Temos organismos cuja razão de ser é a defesa de grupos específicos, como se uns fossem mais seres humanos do que outros. Como se uns fossem mais dignos de justiça do que outros. A injustiça contra o ser humano deve ser combatida por ser uma ameaça ao ser humano, seja ele branco ou preto, cristão ou ateu, rico ou pobre. Pois “a injustiça em um lugar, é uma ameaça à justiça em todos os lugares”.



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As cordas da vida

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 14/04 13:02h

á percebeu que a nossa vida é semelhante a um instrumento de cordas? É, sim! Corda do emprego, corda do casamento, corda da saúde, cordas da fé... Cordas e mais cordas. Muitas cordas. Nem sempre todas elas estão emitindo sons melodiosos. A do casamento é a corda que mais desafina.

De vez em quando está precisando de afinação. Mas muitos estão tocando a vida com essa corda desafinada mesmo. Quem sabe se a causa de sua tristeza e de seu desânimo não está no desafino de algumas cordas! Tão desafinadas que você até já pensou em parar de tocar.

Conheço muitas pessoas que simplesmente desistiram de continuar tocando. Mas, mesmo que o instrumento de sua vida esteja emitindo sons dissonantes, não pare de tocar, pois temos um grande afinador à nossa disposição: JESUS. Convide-o para dar uma ajeitada na sua vida, e nas horas mais sombrias ele se aproxima com o seu amor perdoador e sua graça restauradora. Creia firmemente nele, e logo, você estará tocando com alegria a bela sinfonia da vida.



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"O Filho do homem veio salvar o que se havia perdido"

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 02/04 13:54h

Há uma grande diferença entre praticar uma religião e experimentar um relacionamento com Deus. Há uma grande diferença entre religião e salvação. Há muitas religiões, mas um só Deus e um só Evangelho. Religião vem dos homens; "O Evangelho é o poder de Deus para a salvação por meio de Jesus Cristo". Religião é a busca do povo; Salvação é presente de Deus ao homem perdido. Religião precisa fazer alguma coisa. O Evangelho nos diz o que o Deus Santo fez pelo homem pecador. Religião procura uma resposta; O Evangelho é a Boa Nova de que Jesus Cristo procura o homem que se encontra no caminho errado. "Porque o Filho do Homem veio salvar o que se havia perdido" (Mateus 18:11).

O Evangelho muda o ser humano por dentro por meio da presença do Espírito Santo de Deus em seu coração. Religião não perdoa os pecados e dá vida eterna, pois só Jesus Cristo venceu a morte. Por isso, dirija-se só a Jesus Cristo. Ele é o único que pode perdoar os seus pecados e lhe dar vida nova nesta vida e vida eterna no reino de Deus. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo" (Atos 16:31). "E o sangue de Jesus , Seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (I João 1:7). Receba a Jesus AGORA em seu coração como seu Salvador e como único Senhor de sua vida. "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações"; "Hoje é o dia da Salvação". 

Sempre é tempo de pedir perdão e de perdoar, de revolver a terra, tirar o pasto que atrapalha o broto e regar a semente de um novo amanhã, que desejamos todos seja menos violento, sem falsas promessas e falsos moralismos, mas abundante de amor, de paz, de oportunidades, de ética, de solidariedade de trabalho que seja verdadeiramente em prol de quem necessita e não para alimentar vaidades escondidas e outras nem tão escondidas.

Que tenhamos todos o compromisso de manter fidelidade à palavra sagrada do Pai que morreu no calvário para salvar a minha vida e a sua. FELIZ PÁSCOA!




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Os Últimos Tempos (II Ts 2:3-4)

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 30/07 18:21h

                         O apóstolo Paulo, falando sobre a volta de Jesus, deixa claro que ela será precedida por uma grande onda de apostasia: “Porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe a tudo que se chama Deus” (II Ts 2:3-4). 

                        A verdade é que, nos dias atuais, já existe um poder operando no mundo, interessado em combater tudo o que é de Deus. O seu grande desejo é instalar o caos. Sobretudo, o caos moral e espiritual.

 A QUEM INTERESSA

 a) A legalização do aborto?

b) A apresentação do seriado “Malhação”?

c) A guerra declarada entre “pastores da televisão”?

d) A descriminalização das drogas?

e) A quem interessa a decisão de um juiz que condena um inocente e absorve um criminoso?

f) A realização de grades eventos que revelam nossa alta visibilidade para ocultar nossa baixa credibilidade?   

            Há um poder oculto por trás dos homens sem Deus.

 QUEM ESTÁ POR TRÁS

 a) Do projeto para distribuir a “cartilha gay” entre as crianças?

b) Da sede de poder de alguns líderes evangélicos?

c) Da tentativa de legalizar a profissão de prostituta, e consequentemente, da criação do programa “menor aprendiz” direcionando para essa profissão?

d) Quem está por trás da autorização para a realização da “marcha da maconha”?

e) Do assassinato de homens e mulheres pelos próprios filhos?

f) Quem está por trás de pastores que confundem os bens próprios com os bens da igreja?

                         Há uma força do mal operando no mundo, lutando contra o bem,

                        É como se estivesse havendo uma competição entre times do “bem” e o time do “mal”,

 EM QUE TIME ESTÃO JOGANDO

 a) Homens que traem suas mulheres, mulheres que humilham seus maridos e filhos que não estão nem aí para seus pais?

a) Crentes que não oram, não leem a Bíblia, não contribuem, e pouco vão à igreja?

c) Políticos que só pensam no próprio bolso?

d) Em que time estão jogando pastores quem usam o nome de Deus para dizer o que Deus não mandou dizer?

e) Comerciantes que usam medidas enganosas, para obter lucros ilícitos?

f) Mães que jogam seus filhos na lata de lixo?

                         Há um poder do mal operando no mundo, e a igreja de Jesus

                           Cristo precisa estar alerta.

                        Que Deus tenha misericórdia de nós!

 




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Visibilidade ou Credibilidade

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 26/06 16:51h

(*) Pr. Ely Lourenço da Silva                    

                         As novas gerações não conhecem a história dos evangélicos no Brasil, marcada por ondas de violência de que foram vítimas, em muitos casos sob o olhar complacente do poder público e com o apoio da religião da maioria. Os jovens não imaginam quanto custou aos nossos antepassados a liberdade que temos hoje para professar a nossa fé.

                        O povo chamado evangélico cresceu e a sua presença é sentida nos mais diferentes segmentos da sociedade. Os evangélicos estão presentes no Congresso Nacional, nas Forças Armadas, nas Universidades, nos grandes clubes esportivos, na imprensa falada e escrita... Foi-se o tempo em que sua ação estava restrita aos templos. Hoje, com o seu crescimento, os evangélicos ganharam VISIBILIDADE. E cada vez mais lutam por ela. Tentam ganhar mais visibilidade com a aquisição de jatinhos modernos; tentam ganhar mais visibilidade, elegendo representantes para as Casas Legislativas, na esperança de ter quem os defenda, quando envolvidos em falcatruas. No último pleito eleitoral, lideranças evangélicas foram procuradas pela atual Presidente da República, que lhes pediu apoio. Apoio pedido, apoio oferecido por motivos não muito nobres.

                        Mas, se como evangélicos ganhamos VISIBILIDADE, sem dúvida temos perdido CREDIBILIDADE. Somos procurados como eleitores que votam, elegem, mas não como profetas que têm um recado de Deus para o povo do seu tempo. Porque temos visibilidade, aglomeramos multidões para “shows” em praça pública, mas porque perdemos credibilidade, estamos cada vez mais presentes nas páginas policiais dos nossos jornais.

                        Como alguém já observou, a igreja de hoje não pode mais dizer como Pedro: “Não tenho prata nem ouro”, mas também não pode dizer: “ Em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda” (At 3:6). Uns, anseiam por visibilidade e, para consegui-la, correm atrás de valores temporais que lhes rendem a glória humana: carro, casa, posição social, dinheiro... Outros, anseiam por credibilidade, e procuram viver uma vida de retidão que lhes garante a glória divina: “Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, desviando-se do mal” (Jó 1:8).

                        A visibilidade da igreja de Jesus encanta os olhos humanos, mas a sua credibilidade alegra o coração de Deus.

 

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"SUPERMERCADO DO CÉU"

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 08/06 19:02h

(*) Professor e Pastor Ely Lourenço

Leia com atenção e reflita:

Há muito tempo andava eu pela estrada da vida, quando um dia vi um
letreiro que anunciava SUPERMERCADO DO CÉU.

Aproximei-me e logo uma porta se abriu.

Sem me dar conta, eu já estava lá dentro, de pé, extasiado diante de
tanta mercadoria bonita.

Um exército de anjos estava espalhado por todo o supermercado.

Um anjo veio ao meu encontro e me entregou uma cesta de compras, dizendo:

"Meu filho procure fazer bem suas compras.

"O que não puder carregar hoje, pude vir buscar noutro dia".

Tudo o que um cristão necessita estava ali.

Não perdi tempo e comecei a circular pelo supermercado.

Primeiro comprei PACIÊNCIA.

Sabia que ela me faz muita falta?

CARIDADE estava na mesma prateleira. Peguei logo dois pacotes.

Mais à frente vi um cartaz que dizia:

COMPREENSÃO.

Peguei só uma caixinha, porque me lembrei de que a gente precisa sempre dela.

Mais ao fundo, vi uma prateleira cheia de caixas de SABEDORIA e de .

Separei uma de SABEDORIA e três de, por que esta tenho que Ter sempre.

De repente, vi uma luz que vinha do alto das prateleiras.

Parei para contemplá-la: era o ESPIRITO SANTO.

Ele enchia todo o ambiente.

Então vi a SALVAÇÃO.

Quando ia alcançá-la, um anjo me disse: "É de graça!"

Aproveitei e acabei pegando bastante: trouxe para mim e para vocês, se
quiserem aceitar.

Minha cesta estava quase cheia e resolvi ir ao caixa para pagar.

Ali eu já tinha o necessário para fazer a vontade de DEUS.

Enquanto andava pelo corredor, via ORAÇÃO.

Coloquei alguns pacotes na cesta, porque eu sabia que, saindo do
mercado, encontraria lá fora o PECADO.

No caminho ainda vi balaios de CANTO e LOUVOR.

Pequei vários balaios de cada um.

Cheguei finalmente no caixa. "Quanto é que devo?".

O Anjo olhou para mim, sorriu, e disse:

"Pode levar o que quiser".

Jesus já pagou sua conta há muito tempo, no Monte Calvário!

Faça bom uso de tudo o que comprou.

 

 

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E A LEI?

Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 24/05 10:29h

(*) Pastor e Professor Ely Lourenço

O brasileiro é um povo avesso ao cumprimento de leis. Talvez porque as tenhamos em profusão, nossa prioridade é burlá-las. Cumpri-las, só quando não tiver outro jeito. É aquela pegadinha na contramão, aquele produto sem o respectivo documento fiscal, a velocidade acima do permitido, a nota fria para redução do imposto de renda... E assim vamos usando o expediente da fraude, até que sejamos apanhados em nossas peripécias. Seguimos esta norma: cumprir, sempre; burlar, só se for o jeito. Quando o correto é: cumprir, sempre. Burlar, de jeito nenhum. E aqueles que por princípio seguem o caminho da legalidade, terminam pagando pelos que optam pela ilegalidade.

Mas no meio da escuridão dos nossos desencantos, de vez em quando brilha uma fagulha de esperança. Foi o que aconteceu com a aprovação da Lei da Ficha Limpa, cujo objetivo é impedir a eleição de candidatos enrolados na justiça. O Brasil inteiro comemorou a aprovação da referida lei, esperando que ela tivesse aplicação imediata. Se assim fosse, estaríamos livres, já a partir deste ano, de figuras como Jader Barbalho, Paulo Maluf e tantas outras. Mas a lei, para ter validade, precisa ser legal. E não o seria se aplicada as eleições de 2010, uma vez que contrariaria a Constituição Federal, que em seu artigo 16 explicita: "A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação". Assim, para valer já a partir de 2010, a lei que foi aprovada em junho deveria ter sido aprovada até setembro de 2009. Esta foi a justificativa do Ministro Luiz Fux, decisivo para que a lei da Ficha Limpa não pudesse ser aplicada nas eleições do ano passado. O STF exerceu a sua função de guardiã da Constituição mesmo contrariando o desejo de grande parte da população.

Mas não é nosso forte cumprir leis. A decisão do Supremo Tribunal Federal revela todo o respeito à nossa Carta Magna. Entretanto, é importante observar que a votação foi 6 a 5. Justificando sua posição contrária à aplicação da lei já nas últimas eleições, o Ministro Fux esclareceu: "Meu voto foi de acordo com o artigo 16 da Constituição, que é um artigo de uma clareza meridiana. Uma coisa tão simples que às vezes, um leigo sozinho lendo o dispositivo vai chegar à mesma conclusão que eu." Pois bem, não obstante a "clareza meridiana" do artigo 16, cinco ministros não se curvaram diante da força da lei. Queriam fazer cumprir uma lei, agindo contra a própria lei.

Se aqueles que devem zelar pela lei agem contra ela, o que se esperar do cidadão comum? Como é difícil cumprir a lei neste país!

 

 

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    A ROUPA FAZ A DIFERENÇA?

    Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 27/03 18:28h

    Gostaria de compartilhar com você está reflexão, leia atentamente:

    Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
    - Vocês sabem onde está o médico do hospital?

    Com tranqüilidade o médico respondeu:
    - Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

    E ela, ríspida, retorquiu:
    - Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?

    Mantendo-se calmo, ele contestou:
    - Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?!
    - Como?! O senhor?! Com essa roupa?!...
    - Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...
    - Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...
    - Veja bem as coisas como são... - disse o médico - ... as vestes parece não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo "boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...

     Um dos mais belos trajes da alma é a educação; sabemos que a roupa faz a diferença, mas o que não podemos negar é que: falta de educação, arrogância, falta de humildade, pessoas que se julgam donas do mundo e da verdade, grosseria e outras "qualidades" derrubam qualquer vestimenta. Basta às vezes, apenas 5 minutos de conversa para que o ouro da vestimenta se transforme em barro. Educação é tudo! Sorria Sempre... A vida é feita de: agir, reagir, corrigir... mas o melhor mesmo é "sorrir". Sorria sempre! A vida é bela! Jesus nos ensina a amar, se espelhe nisso...
     
    "Desta vida nada se leva... Só se deixa!!!
    Então, te deixo o meu melhor:   
    Meu melhor sorriso, Meu maior abraço,
    Minha melhor história, Minha melhor intenção,
    Toda minha compreensão e o meu amor,  com a maior porção!

     

     

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    DEUS PODE!

    Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 24/12 13:26h

    (*) Pr. Ely Lourenço

    Um homem chamado Jó, depois de perder todos os seus bens, sua saúde, seus parentes, depois que perdera quase tudo, fez a mais espetacular descoberta de sua vida. Dirigindo-se a Deus, ele revelou seu achado com essas palavras: " Eu bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido." ( Jó: 42: 2). Jó enxergou essa verdade porque diante de tantas perdas, conservou a sua fé.

    Amigo, se você está vivendo momentos de perdas, faça tudo para não perder a fé, pois nas horas mais amargas é ela que vai mantê-lo de pé. Compreenda isso: há momentos na vida quando ninguém pode. Você não pode, seus familiares não podem, os médicos não podem, seus amigos também não podem, mas Deus pode. Deus pode sarar as feridas do seu coração e enxugar as lágrimas que banham o seu rosto. Ele pode libertá-lo da dor deixada por aquela decepção, e renovar em seu coração a capacidade de amar.

        Então, creia e confie, e logo o sol brilhará outra vez para você.

     

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    PALMADAS

    Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 06/11 16:13h

    (*) Pastor Ely Lourenço

    O Estatuto da Criança e do Adolescente, criado pela Lei 8069, de 13 de Julho de 1990, mexeu com a consciência da sociedade no sentido de se enxergar a criança como gente, como indivíduo, como cidadão. E como pessoa ela é merecedora das convenções sociais conferidas às pessoas adultas: bom dia, com licença, por favor, obrigado e assim por diante. Mas o grande objetivo da lei é garantir proteção ao menor. Proteção, sobretudo, contra a violência. É nesse ponto que educadores e legisladores não se entendem. O conflito principal reside no artigo 5.: " Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão..."

    O que é violência? A violência não está no ato em si, numa palmada, por exemplo, mas na carga emocional com que se executa a disciplina. Assim, uma palavra ríspida pode significar mais violência do que uma palavra aplicada com brandura. A palmada se torna violência quando realizada com ira, sem a consciência de que é um gesto disciplinador. É necessário  fazer a distinção entre violência e disciplina. Disciplina não é algo prazeroso, mas necessário. É como uma injeção medicamentosa. Nenhum pai sente prazer em aplicar uma injeção no filho, mas será muito irresponsável se deixar o filho sem tratamento só para evitar que ele chore com a picada da agulha. Tanto a palmada quanto a injeção devem ser usados como um ato de amor que contribuirão para o fortalecimento do caráter ou para o bem-estar do corpo. Podemos dizer ainda que a palmada não é essencial, mas eventual. Se o pai deu carinho, atenção, exemplo e ainda assim a criança permanece rebelde, pode estar na hora de umas palmadas. Agora, se o pai é um indivíduo ausente, briguento e xingador é melhor "deixar como está, para ver como é que fica"; não tem moral para disciplinar.

    Mas de todas as formas de violência contra a criança, nenhuma delas é tão dolorosa quanto as brigas entre os pais. A separação de um casal deixa seqüelas irreversíveis no sistema emocional do infante, seja ela litigiosa ou amigável. Uma palmada não passa de um "café pequeno" comparada à dor provocada por um processo de separação.

    Uma palmada na hora e na região certa tem um comprovado efeito didático, principalmente se os pais tiverem autoridade moral para aplicá-la.

     

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    PASTOR FICHA LIMPA

    Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 23/10 04:26h

    Em 1999, com o objetivo de dar lisuras aos pleitos eleitorais, o Congresso Nacional promulgou a Lei 9.840. O inusitado nessa Lei é que ela foi a primeira de iniciativa popular na história do Brasil. Entidades da sociedade civil, com o apoio de instituições como a OAB e a CNBB, organizaram um abaixo- assinado e conseguiram coletar mais de um milhão de assinaturas.

    Acatado pelo Congresso, esse documento originou a Lei 9.840, cujo propósito era proibir a compra de votos  e punir os gestores que usassem a máquina administrativa em proveito eleitoral.

    Em maio de 2008 o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral ( MCCE) iniciou uma nova campanha para colher  1.300.000 assinaturas, ultrapassando esse número em mais de 200.000. Com essa nova lei, pretende-se impedir que pessoas condenadas por homicídio, estupro, tráfico de drogas, desvio de verbas públicas e crimes afins, sejam candidatas a cargos eletivos. Espera-se que um líder político tenha uma " ficha limpa".

    Se essa é a expectativa a respeito de um político, o que é justo se esperar  de um líder religioso, de um bispo, de um pastor? Quais os requisitos necessários para que tal líder seja aceito como membro da sua associação? E para os membros de uma igreja, o que é legítimo esperar de seu líder em termos de comportamento  ético?

    Não precisamos fazer uma campanha pela lisura no ministério pastoral, nem criar uma nova legislação para disciplinar esta questão. A Palavra de Deus é muito clara a respeito do que se espera de um pastor:

    •  1) Espera-se que o pastor cuide adequadamente de sua família. ( 1. Tm. 3:4-5 )
    • 2) Espera-se que não seja " doido" por dinheiro ( 1 Tm. 3:3 )
    • 3) Espera-se que cumpra com seus compromissos financeiros ( Mt. 5:37 )
    • 4) Espera-se que preste contas do uso do dinheiro da igreja ( deve ficar bem claro o que é da igreja e o que é do pastor )
    • 5) Espera-se que conquiste o respeito da comunidade. ( 1 Tm 3:7 )

    E finalmente, de um pastor chamado por Deus para o ministério, espera-se que seja " um  santo homem de Deus". ( 2 Reis 4:9 )

     

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    LIBERDADE RELIGIOSA

    Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 30/09 12:39h

    Depois de 36 dias internada para retirada de vinte e sete agulhas que lhe foram espetadas no corpo de forma criminosa, voltou para Barreiras , em companhia de familiares uma crianças com menos de 3 anos, vítima de tamanha barbaridade.

                 A noticia sobre o fato ocorrido no inicio do ano correu o mundo e abriu uma discussão sobre liberdade a religiosa que é garantida aos brasileiros pela Constituição Federal. A discussão é pertinente porque essa estupidez foi praticada como parte de um ritual religioso.  Na medida em que a noticia foi correndo  o mundo, surgiram novas denúncias de atos violentos contra crianças, em circunstâncias semelhantes ao que aconteceu com a criança de Barreiras. A questão é a seguinte: deve a sociedade tolerar e o Estado dar amparo legal a tais atos só porque estão sendo praticados sob o manto da religião?

               A nossa constituição garante plena liberdade religiosa ao cidadão, o que é bom, mas não define o que é religião, o que é mau. O direito à liberdade de culto é uma das garantias dos cidadãos em qualquer nação civilizada. Mas práticas como introdução de agulhas no corpo, queimaduras e outros atos igualmente violentos podem ser considerados rituais religiosos? É na bíblia que encontramos este direcionamento: " A religião pura e imaculada para com Deus, o pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." ( Tg 1:27 )

              Todavia não cabe ao Estado legislar sobre religião. É responsabilidade do cidadão buscar com discernimento os meios e os locais onde deseja desenvolver a sua espiritualidade. Cada pessoa é livre para escolher quem deseja ter como seu líder espiritual, mas  é aconselhável antes, refletir sobre estas indagações: quem é ele? Qual a sua reputação perante a sociedade? Como lida com seus compromissos financeiros? Que conhecimento tem a respeito da natureza humana? E depois é bom estar atento a esta advertência bíblica: " Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte." ( Pv. 14:12 )        

     

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    Em tempos de economia, penso que devamos economizar até as palavras... Eu explico:

    Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 11/09 09:07h

    1) Falar compulsivamente está na moda. E na multidão de palavras, estão à confusão, a ambigüidade e as contradições. Dificilmente quantidade é proporcional à qualidade. Isso também se dá com as palavras.

    2) A capacidade de resumo é algo precioso. Nos tempos de hoje, ser capaz de compactar expressões e palavras é fundamental. Pois as grandes verdades não são prolixas nem extensas... São simples e objetivas. Resumir é justamente saber identificar sempre o melhor em tudo, e disponibilizar este melhor para todos. Resumir não é pra qualquer um. Exige da pessoa percepção pra saber o que é essencial. Hoje a maioria troca o essencial pelo superficial. Daí a multidão de palavras.

    3) Nada mais prazeroso do que sentir nos ouvidos a prática da expressão "falou pouco, mas falou bonito". Algumas pessoas falam pouco, mas falam bem. Porque na aparente "escassez de palavras" com que se expressam, transborda a relevância de cada uma dessas palavras. É como se cada palavra tivesse passado por uma severa seleção, e uma vez aprovadas, tivessem sido ditas e opinadas através do ato de falar. De falar bonito.

    4) Ser sucinto exige sensibilidade. Caso contrário pode-se passar a impressão de frieza... Vivemos na sociedade do toque, do tato, do contato, do exagero das letras... Ser sucinto foge deste padrão. Por isso, corre-se o risco de ser mal interpretado. Mas o toque, o afago e a atenção podem ser expressas através de poucas, verdadeiras e objetivas palavras. E talvez nada mais comprove o amor e a consideração envolvidos neste processo, quanto à dura seleção pela qual cada palavra expressa dessa forma teve de submeter-se para que se chegasse a um conselho ou a uma opinião dita de forma objetiva e sincera. Isso exige esforço. Isso exige boa intenção. Isso exige amor pelo próximo.

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    DESABAFAR É PRECISO

    Pr. Ely Lourenço  Postado por Colunista - Pr. Ely Lourenço - 06/09 13:35h

    "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis." ( Tiago 5:16 ) 

     

           Talvez você já tenha se encontrado com alguém que, ao vê-lo, foi logo dizendo: " Eu só quero desabafar."

          Pessoas assim, normalmente chegam ansiosas, angustiadas, a ponto de explodir. E chegam a esse estado porque vão acumulando ressentimentos, armazenando ódios, vão engolindo sapos como costumamos dizer.

           O desabafo é uma necessidade na vida do ser humano. Desabafar é botar pra fora aqueles sentimentos que ameaçam infeccionar a nossa alma. Muitas pessoas que procuram os médicos; necessitam mesmo é de desabafar. Cultive esse hábito. Não deixe que sentimentos negativos se acumulem em seu interior. Está com raiva ou decepcionado? Procure alguém da sua confiança e desabafe. Se você não desabafar na hora certa, com a pessoa certa, terminará desabafando na hora errada e com a pessoa errada. E aí, a coisa fica feia.

            Não acumule ressentimentos. Desabafe!

     Um abraço,

    Pr.Ely Lourenço - Pastor e Psicanalista // e-mail: vozdabahia@hotmail.com

                        

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