Voz


PodCast



Enquete





Artigos

Nosso caso de amor

24/04/2016 22:38

Quando te vi pela primeira vez

Confesso, tive medo, fiquei muito assustada...

Diante da escassez da coragem

 Como as minhas necessidades pelo conhecimento são ilimitadas

Lancei-me sem reserva nessa aventura.

Não sei exatamente o que me espera nas curvas

A minha demanda pelo inusitado é muito grande

Não sei se encontrarei excesso de oferta

Ou excesso de demanda

Pouco importa...

O que e quanto produzir, como produzir e para quem produzir

É um problema que será resolvido sabiamente

Sei que há imperfeições no sistema econômico dos nobres sentimentos

No mercado misto da vida, o amor e o ódio caminham lado a lado.

Nas curvas de oferta e de demanda

Não quero me deslocar nem para a direita, nem para a esquerda

Contemplarei e seguirei o horizonte da aprovação.

Necessito centralizar o amor e conservar os bens essenciais

Complementar a vida com tudo que me apraz

Na curva de possibilidade de amor ao próximo

Essa fronteira máxima pode produzir recursos benfazejos

Ao praticar o custo de oportunidade

Não sacrifico os bons sentimentos

Desejo empregá-los sem reserva.

Preciso analisar a vida de forma positiva e normativa

Buscando sempre o equilíbrio entre a razão e a emoção

No coeteris paribus: tudo o mais constante!

Necessito ter uma visão micro e macro de mundo

Não me perderei no mínimo nem quero me afogar no máximo

Quero, apenas, de uma gota de sabedoria

De Adam Smith, Karl Marx, Thomas Robert, dentre outros.

No quesito valor utilidade

 Não estou satisfeita com a saúde, educação e segurança...

Que me são oferecidas

Trabalho muito, pago muitos impostos...

Geralmente, os meus sonhos estão alcançando a utilidade total

Aos poucos começam a ser saturados pelas desilusões

E caminham em direção à utilidade marginal decrescente

Chego até pensar que são paradoxais.

Às vezes me sinto indiferente...

Comerei mais batata ou menos carne?

Ah! Pouco importa!

Ah! Pouco importa se vai fazer sol ou chover

Na dúvida, tenho o meu guardo sol e o meu guarda chuva!

A vida é como um sopro...

Não restringirei o meu orçamento

Não limitarei as minhas possibilidades

Quem sabe amanhã não haverá mais sol...

Então penso!...

“Eu devia ter amado mais, errado mais, devia ter visto o sol nascer”

Tropecei na pedra de Drumonnd

Prendi-me nas variáveis que afetaram a minha demanda

Na busca pelo novo.

Talvez, foi o preço do próprio bem... nunca se sabe...

A elasticidade da minha vida me faz muito mal...

Não quero me sentir maior ou menor, prezo a igualdade.

Quanto ao nosso caso de amor...

“Se é bom ou mau, só o tempo dirá”

“Mas que seja eterno enquanto dure”.

 Para os que amam a Economia.

Marilene Oliveira de Andrade - Professora, Graduada em Letras Vernáculas, Pedagogia, Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, Mestranda em Gestão de Políticas Públicas e Segurança Social, membro da Academia de Letras do Recôncavo, poetisa, contista, cronista, autora de três livros e integras diversas obras literárias.

As 5+ comentadas












Todos os direitos reservados a Marcus Augusto Macedo | vozdabahia@hotmail.com