ArtigosColuna: Literofobia27/12/2011 11:29Uma paciente chamada Literofobia foi levada a escola-hospitalar da sua cidade. Encontrava-se muito adoentada. O mal era sedicioso, pois não se tratava de uma doença comum, o que deixou o educador-médico muito preocupado. Ele buscou ajuda junto a uma conceituada equipe educacional. Após vários dias de estudos e uma série de exames educacionais, chegou-se ao seguinte laudo: a paciente apresenta RAQUITISMO, pois nos seus primeiros anos escolares não foi bem alimentada com a leitura. Os seus MAXILARES são desproporcionais, prejudicando a sua dicção, uma vez que na sua infância, não desenvolveu o hábito da mastigação de palavras, frases e textos. Apresentou sintomas de ARTRITISMO, pois não gosta de escrever e exercitar as suas articulações. Ressaltou-se os diversos problemas estomacais, porquanto, não pode digerir bem o que ler. Há presença de ARRITIMIA já que o coração da paciente pulsa descontroladamente, dessa forma não consegue se concentrar durante as leituras e assim, não apreender as informações com clareza e eficiência. Apresentou GLOSSOFOBIA quando é convidada para fazer leitura de textos em público, revela fortes sinais de palpitações, nervosismo e transpiração, de tal modo que, há grande possibilidade de desenvolver DOENÇAS CARDÍACAS acompanhadas de fatores de riscos imutáveis, caso a paciente não se esforce para vencer o problema da METATESIOFOBIA. Constatou-se DOENÇAS CRÔNICAS RENAIS, já que não consegue filtrar as informações recebidas, inclusive muitas de alguns programas de TV; as absorvem sem questionar aquelas duvidosas e incoerentes, fator responsável que contribui progressivamente para o desencadeamento da OBSEDADE comportamental. Foi preciso fazer também o exame oftalmológico, que revelou alto grau de MIOPIA, dessa forma sua visão de mundo é restrita, limita-se apenas ao que ouve de terceiros. A equipe médica ainda diagnosticou a AERODROMOFOBIA, sendo que a paciente sente medo de viajar nas asas do livro nem se encanta com as suas histórias. Averigou-se ELEUTOROFOBIA, já que a paciente prefere se manter presa aos seus dogmas, não quer se libertar dos seus preconceitos. Para agravar o seu quadro de saúde educacional, nota-se a presença de FRONEMOFOBIA uma grande preguiça de pensar. A sua intelectualmente está afetada e estagnada, seguida de GNOSIOFOBIA, teme o conhecimento. Ela é vitima de HEDONOFOBIA, tem medo de sentir prazer ao ler um livro, prefere utilizar o seu tempo com coisas supérfluas. Também apresenta IDEOFOBIA, é totalmente desprovida de ideias. Sente pânico às letras, pois é sequelada pela LITEROFOBIA. E se tratando da leitura poética, há forte indício de MOTROFOBIA, pois apresenta pavor a textos poéticos. Estudos detalhados seguidos de pesquisa revelaram que, a doença é GENÉTICA, os seus familiares nunca adquiriram um livro, não gostam de ler, preferem passar boa parte do tempo em frete ao televisor, que às vezes atinge o sistema moral, intelectual, emocional e espiritual. Toda a junta médica educacional está totalmente envolvida na tentame de sanar esse terrível problema, que afeta muitas pessoas, dentre elas, as crianças e os adolescentes. O tratamento é lento e processual. Nunca deve ser interrompido e recomenda-se uma alimentação ligth, à base de leituras divertidas, interessantes, intrigantes e instigantes, que despertem o interessa da paciente e estimule o seu metabolismo. Evitar os “enlatados”, alguns programas de TV, principalmente, aqueles que não transmitem informações construtivas, que não formam indivíduos intelectualmente sadios, apesar de serem digeridos mais facilmente e não exigirem muito conhecimento dos telespectadores.
CategoriasProfª. Marilene Oliveira de Andrade |
||
|
todos os direitos reservados a Marcus Augusto | vozdabahia@hotmail.com
|