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O Mundo em 201209/01/2012 10:52
 (*) André Gustavo Chegamos vivos em 2012, ufa! O ano que findou há cinco dias foi um golpe de realidade em um mundo que sinalizava um longo período de abundância, crescimento e tranqüilidade para o status quo dominante. Após a crise imobiliária e financeira de 2009, que afetou principalmente os EUA, e deixou um rastro de impacto em outros países do mundo, tudo caminhava para a volta ao “normal” e para um novo ciclo virtuoso do capitalismo. Mas, não foi bem assim. O ano de 2011 se tornou um ano símbolo para o futuro, tendo como fatos marcantes: a volta das populações as ruas na Europa, nos EUA e no oriente, se destacando aqui a chamada “Primavera Árabe”; a crise em diversos países da Europa e da união Européia; a deposição de diversos ditadores pelo mundo e o começo do fim dos regimes ditatoriais; e a China se consolidando como maior importador e maior fabricante do mundo. Assim o ano novo nasce em meio a um cenário turbulento e imprevisível, onde alguns fatos que são esperados que aconteçam, podem aprofundar a crise econômica, social e ambiental que vivemos, ou iniciar um novo momento na nossa história. Cito abaixo cinco destes fatos que acontecerão em 2012 e podem mudar tudo que esperamos: - A crise econômica financeira continuará, e há grandes chances de se aprofundar, na Europa e dos EUA. As falhas e indecisões políticas, nos dois territórios citados acima, repercutirão em 2012. Com nível bastante alto no desemprego e com problemas para aumentar a produção industrial e retomar o crescimento do comércio interno, tanto a zona do euro quanto os Estados Unidos, terão dificuldades com suas finanças. A redução dos investimentos sociais e ambientais na Europa e EUA será uma realidade. A China reduzirá substanciamente o ritmo de crescimento
- O povo e os movimentos sociais continuarão nas ruas, protestando contra os governos, mas também contra os modelos de dominação hegemônicos, como a concentração de riquezas, contra os estados que funcionam a serviço das grandes corporações e contra o sistema financeiro. O movimento conhecido como “Primavera Árabe” se estenderá para o continente africano, começando pela região subsaariana.
- As eleições nos EUA, na França, na Rússia e na China, serão motivo de tensão e de grandes expectativas para o mundo. Principalmente nos dois primeiro, o cenário é de muita indecisão e há reais possibilidades de mudanças. Na França, o socialista François Hollande pode vencer, com a crise financeira se agravando no país. Nos EUA, a decepção Obama pode levar a vitória dos republicanos. Na Rússia e China o cenário é mais tranqüilo, mas pode haver surpresa e o clima interno sempre fica tenso nestes momentos.
- Preocupados com a estabilidade em seus países e com a retomada econômica, as questão ambientais serão colocadas de lado. O evento global sobre mudanças climáticas e demais questões ecológicas, o Rio+20, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro em julho de 2012, será um fiasco. Deverão participar os lideres de países pequenos e de menor expressão políticas. Os países onde terão processos eleitorais não devem vir ao Brasil.
- Na América Latina, a crise mundial colocará em prova os governos atuais e a união regional. Alguns países têm crescido a taxa de dois dígitos, outros com menor crescimento mais com uma dinâmica de geração de emprego, políticas sociais e estabilidade econômica de fazer inveja a Europa dos bons tempos. Nesse momento de turbilhão mundial, a América Latina e suas lideranças serão testadas. No México haverá eleição para presidência, mas continuarão sofrendo com o momento do EUA. O Brasil, a Argentina e o Chile devem se sair bem desse novo ano, outros países menores podem pegar carona nos líderes regionais.
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- André Gustavo de Araujo Barbosa, Doutorando e Mestre em Administração, Professor universitário de Graduação e Pós Graduação, Presidente do CDL/SAJ, sócio da Intrends “Soluções para o futuro” e Analista do SEBRAE/BA.
- Contatos: andre.gustav@hotmail.com Twitter: @andregustavo
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