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Acenda uma vela

23/04/2017 17:43

*( Glenio Cabral ) 

Há um ano a asma voltou. Tive essa doença na minha infância, e achei que tivesse ficado curado depois de anos de natação. Mas o fato é que doenças crônicas não se curam, apenas se administram. Pois bem, diante do retorno da danada, eu tinha duas opções: ou praguejar contra a escuridão ou acender uma vela. Optei pela segunda opção, e resolvi voltar a nadar três vezes por semana, à noite. Resolvi também fazer um tratamento à base de vacinas com um pneumologista, coisa que eu fiquei adiando por muito tempo. Assim, três vezes por semana, à noite, estou nadando na piscina de um clube da cidade, sozinho, sem uma piaba a me acompanhar. A administração do clube liga os refletores, e o nadador solitário, o combatente da asma, começa a dar as suas braçadas acendendo uma vela contra a escuridão. O resultado, é que depois de algum tempo nadando e tomando várias agulhadas da vacina, me sinto bem melhor e nunca mais tive crises de falta de ar. Até mesmo as gripes, que eram frequentes, sumiram. Fisicamente, me sinto outro. Pois é. Não se vence uma escuridão praguejando contra ela. Ela é surda. Não ouve, não se comove e não se sente ofendida com seus insultos. Uma escuridão se enfrenta acendendo uma vela. No meu caso, uma vela chamada iniciativa de fazer coisas pra melhorar a saúde. Acenda uma vela, você também. Não pragueje. Não reclame. Apenas acenda uma vela. Faça o que for possível. E lembre-se: é melhor vender lenço do que chorar.

 

Glenio Cabral é administrador de empresas e pós-graduado em Gestão de Pessoas.

Também é idealizador e colunista do site www.cafecristao.com

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