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SALA DE AULA E PROFESSORES AGREDIDOS: CLIMA DE GUERRA?

13/12/2010 21:02

(*) Glênio Cabral

Vamos aos fatos:

  • 1. No dia 24 de Junho de 2007, uma professora teve a mão direita prensada na porta de um banheiro por um aluno e perdeu a ponta do dedo indicador na escola municipal onde dá aula, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O aluno disse que tudo não passava de uma brincadeira.

 2. No dia 23 de março de 2009, numa escola de Porto Alegre, uma aluna agrediu uma professora que, ao cair, teve traumatismo craniano. A aluna disse que não se arrependia de nada do que tinha feito.

 3. No dia 25 de março de 2009, um professor da rede estadual de ensino de Campo Grande teve o braço quebrado por alunos que o agrediram após o professor ter tentado apartar uma briga.

 4. No dia 11 de dezembro de 2010, num colégio de Porto Alegre, uma professora recebeu uma cadeirada de um aluno inconformado com a nota recebida. A professora, de 60 anos, quebrou os dois braços e teve vários dentes arrancados.

 5. E agora, um professor é morto a facadas por um aluno numa faculdade particular em Minas Gerais.

 A onda de violência contra professores em salas de aula começa a ganhar proporções macabras no Brasil. Não me admira o fato de muitos professores festejaram com  shows pirotécnicos o dia de sua aposentadoria. Afinal, pra muitos dos nossos professores ensinar tem se tornado uma profisão de risco. E foi pensnado nisso que resolvi sugerir algumas alternativas para amenizar um pouco toda esa situação. Vamos a elas:

      Sugiro que se solicite o apoio das forças armadas. Porque não? Essa medida trouxe benefícios enormes para a população do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Parece que no Brasil as coisas andam rápido quando os blindados da marinha resolvem aparecer. Tanques de guerra espalhados pelos pátios escolares inibiriam as ondas de violência. O problema é que essa medida poderia gerar protestos por parte de educadores e psicólogos preocupados com a saúde emocional dos alunos. Como se essa saúde já não estivesse aos frangalhos diante de tanta violência.

      Sugiro também que os professores aprendam técnicas de defesa pessoal como disciplina básica para sua formação. Do jeito que as coisas vão, um profissional de educação que não souber lutar karatê, judô, kunf fu, vale-tudo ou capoeira estará correndo sérios riscos. Por isso defendo que os professores, além de apresentarem uma monografia ao final do curso, também participem de um torneio de luta livre usando as técnicas de defesa pessoal sugeridas aqui. O professor que não souber se defender em uma situação de luta corporal não estará habilitado apara o exercício da sua profissão.

    Por fim, sugiro que os professores façam uso de uma armadura blindada da cabeça aos pés. Nunca se sabe quando serão atacados a facadas ( como aconteceu em Minas Gerais ) ou a cadeiradas ( como aconteceu em Porto Alegre ) por quem quer que seja. Esse tipo de proteção certamente evitaria a morte e as escoriações sofridas pelos  professores citados nesse artigo.

     Antes que os professores façam uso dessas medidas, esperamos que nossas autoridades e a sociedade como um todo façam as suas partes no sentido de reverter tal situação. Encara-la com brandura é admitir a barbárie na sala de aula. Só mesmo uma sociedade primária admite que seus professores e mestres sejam agredidos e humilhados. Os alunos, amedrontados diante de tudo isso, são tão vitimas quanto os professores e exigem a solução do problema. E torcem pra que não seja necessário o uso de tanques de guerra nos pátios escolares.

 

 Colunista: Glênio Cabral / Pós em Gestão de Pessoas e Idelizador do Site: www.novainfancia.com.br

e-mail: glsilva@hotmail.com


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