ArtigosHá algo de novo no ar do oriente15/02/2011 22:09(*) André Gustavo Depois de anos subjugado aos interesses norte americanos o povo do Oriente Médio volta a assumir seus destinos na história. Civilizações milenares, com grandes e longas histórias de conquistas, guerras, invenções, descobertas e revoluções, passam por um novo momento de reconstrução de seus países e nações. O estopim do que vemos na TV, que lemos nas revistas e jornais e principalmente via web, nos mostra o Egito em ebulição, com sua população indo as ruas para gritar por liberdade e democracia. Mas, o que pouco tem sido divulgado nesta mesma mídia, exceto em blogs e meios alternativos é que a movimentação não acontece unicamente neste país e sim em vários outros países do Oriente, principalmente na Tunísia, Argélia e Líbano. Sabemos que o centro de toda esta instabilidade no Oriente Médio é fruto da relação dos EUA com Israel, que tem este país como sua ponta de lança no domínio da região. Bancando ditadores por longos períodos, os americanos conseguiram manter o fornecimento de petróleo, além de manter aquecida sua maior indústria, a armamentista. Com Hosni Mubarack (1,5 bilhões de dólares anuais dos EUA), presidente deposto do Egito, não foi diferente de Saddam Hussein no Iraque, nem com o primeiro ministro de Israel, Netanyahu . Estes foram treinados, conduzido ao posto de presidente de seus países e mantidos com muito dinheiro americano. Quando deixam de fazer o papel determinado eles são eliminados, como aconteceu de Saddam. Mas essa influência americana tem aos poucos se diluído e perdido força na região. A omissão de Obama com a questão dos assentamentos nos territórios Palestinos é símbolo do fracasso eminente da tentativa de controlar a região. Uma nova geração de jovens bem informados via web, a crescente desigualdade nestes países, a crise econômica e o aumento dos preços dos alimentos em todo mundo, são causas para a revolta da população e da sociedade destes países. Estamos entrando em uma nova era no mundo árabe, onde estes voltaram a serem protagonistas das suas histórias. O que acontecer no Egito será exemplo para todo o Oriente. Mesmo que assuma um novo ditador, mesmo que o conservadorismo predomine, mesmo que o radicalismo religioso ainda dite as regras da sociedade, os povos destes países não mais aceitaram que outro país decida seus futuros. Os caminhos estão abertos. O barril de gasolina que é o Oriente Médio ainda estará na fogueira por longos anos e quem viver verá uma nova sociedade emergi de toda essa revolução.
Colunista: Professor André Gustavo - Mestre em Administração de Empresas e Consultor do SEBRAE. e-mail: vozdabahia@hotmail.com CategoriasProf. André Gustavo |
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